Fluminense busca aliviar pressão da torcida contra o Santos na Vila Belmiro


Se o Fluminense entrou em crise com um intervalo de apenas duas semanas, o imediatismo do futebol também é capaz de proporcionar uma volta por cima. Sem ganhar há quatro jogos, o time de Luis Zubeldía sabe justamente da necessidade de reencontrar o caminho das vitórias para experimentar o outro lado da moeda, diante do Santos de Neymar, neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, pelo Brasileiro. Mas, ao mesmo tempo, o treinador lida com dois desfalques de peso: Martinelli e Canobbio — suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

Enquanto torcedores fizeram mais um protesto ontem contra a diretoria e o time, na sede do clube nas Laranjeiras, o tricolor tenta evitar que a pressão externa atrapalhe ainda mais o desempenho da equipe. Na derrota por 2 a 1 para o Independiente Rivadavia-ARG, na quarta-feira passada, no Maracanã, pela Libertadores, o presidente Mattheus Montenegro foi novamente alvo de xingamentos, e os jogadores deixaram o campo sob vaias e gritos de “time sem vergonha”, o que escancarou o clima conturbado entre torcida e clube.

Se antes era praticamente unanimidade, Zubeldía já passa a ter escolhas questionadas, mas segue prestigiado no clube. Ciente de que mais um tropeço pode ser o suficiente para começar a balançar no cargo, o treinador fará mudanças no time titular.

Com as ausências de Martinelli e Canobbio, Alisson e Bernal devem iniciar o jogo, assim como o zagueiro Jemmes, que foi barrado para a entrada de Ignácio na última partida. Já o capitão, Samuel Xavier, pode perder o lugar para Guga na lateral direita. Ainda sem o meia Lucho Acosta por conta de uma lesão no joelho esquerdo, a tendência é que Ganso e Savarino voltem a jogar juntos. Apesar da última derrota na Libertadores, Zubeldía aprovou a conexão entre a dupla.

— Temos que internamente conversar, corrigir e recuperar a memória de dias atrás. Contra o Corinthians, quando ganhamos aqui (3 a 1, no Maracanã), comentamos que precisávamos seguir crescendo. Agora estamos numa sequência ruim, temos que assumir. Mas estamos juntos e demonstrando jogo a jogo que podemos recuperar como equipe — ressaltou o comandante.

Conhecido pela sua força como mandante, o Fluminense só jogará uma vez em casa (recebe a Chapecoense) nos próximos seis confrontos. Ao menos na Vila Belmiro, não haverá a pressão de sua própria torcida na arquibancada.



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