Rio das Pedras vira foco da guerra entre CV e milícia e criminosos usam até drones com bombas


Segunda maior favela do país em número de domicílios, com 23.846 residências, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio das Pedras, no Itanhangá, na Zona Sudoeste do Rio, tornou-se conhecida como o berço da milícia no Rio. Naquela região, na década de 1980, a atuação organizada de grupos de extermínio começou a chamar a atenção. Nos anos 2000, o movimento, criado sob a justificativa de dar segurança ao comércio e aos moradores, ganhou a forma de grupos militares que, hoje, agem como as quadrilhas criminosas que alegavam combater. Introduziram a cultura da cobrança de taxas de segurança e a exploração de negócios irregulares, como a venda de sinal de internet, ideias que inspiraram outras milícias no estado e, hoje, são adotadas até pelas facções criminosas rivais. Há quase duas semanas, o grupo miliciano luta para evitar que o território onde nasceu caia nas mãos de inimigos.



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