— Costumo dizer que, quando criança, eu não queria fazer o gol da Copa do Mundo. Eu queria narrar o gol da Copa do Mundo. Nunca tive muita habilidade para praticar esportes. Mas a narração está presente como brincadeira de infância, seja narrando o futebol de botão ou os jogos dos meus amigos. Quando eu tinha 10 anos, a gente morava num prédio em que a galera jogava bola. Muitas vezes eu jogava narrando ou, às vezes, só narrava. No cenário lúdico da infância, eu me transportava para uma cabine de transmissão de um estádio. E aí meus amigos não eram mais o Rogério, o Ricardo, o Fábio… Eles eram o Pelé, o Rivelino, os craques da época. Era uma brincadeira para mim na infância, mas eu sempre tive convicção de que era isso que eu ia tentar fazer na vida profissionalmente — disse Everaldo, ao EXTRA, dias antes de embarcar.



