Camelôs fazem protesto e fecham duas pistas da Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio

Duas faixas da Avenida Atlântica foram fechadas por dezenas de camelôs, na altura do posto 4, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no fim da tarde desta quinta-feira. O protesto é contra a operação Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio. A manifestação começou por volta das 17h40 e é acompanhada de perto por policiais militares em motos e viaturas. Apenas uma faixa da via permanece liberada para a passagem de veículos, o que provoca retenções no trânsito da região.
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A manifestação conta com dezenas de motos elétricas, utilizadas pelos vendedores para transportar mercadorias pela orla. Durante o ato, os participantes entoaram palavras de ordem como: “somos trabalhadores, não criminosos”; “sou camelô, sou seu amigo. Mexeu com eles, mexeu comigo”; “ão, ão, ão, o camelô não é ladrão”, e “queremos trabalhar “.
Manifestantes na Avenida Atlântica: protesto contou com motocicletas
Domingos Peixoto/ Agência o Globo
O protesto contrasta com o cenário observado pela equipe do Extra pouco antes, em outro trecho da praia. Em frente ao Copacabana Palace, o calçadão permaneceu sem ambulantes durante toda a tarde, sob fiscalização de agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e com policiamento ostensivo. Imagens registradas por drone mostram a orla livre de vendedores no local.
— Fomos proibidos de trabalhar. O que queremos é poder trabalhar de forma organizada. Desde ontem, por volta das 22h, eles começaram a recolher toda a nossa mercadoria — afirmou Júlio César Viana, de 43 anos, que vende camisas e bolas de futebol na altura do Posto 3 para custear a faculdade de Medicina.
A operação Tolerância Zero começou na madrugada desta quinta-feira, com a instalação de grades nos acessos às praias da Zona Sul e o reforço da fiscalização para coibir o comércio ambulante irregular e outras infrações na orla.
No primeiro dia da ação, a equipe do Extra mostrou como a medida alterou a rotina de Copacabana, com a retirada de vendedores de alimentos tradicionais, como milho e queijo coalho, apreensões de mercadorias e reforço da presença de agentes públicos ao longo da orla.
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