Parece coisa de cinema, mas aconteceu logo ali, em Santa Cruz. Com a trilha sonora e os cortes certos, daria para imaginar a abertura eletrizante de um filme: terça-feira à noite, o jovem tenente Kleber Caldas Marinho, de 25 anos, está tranquilo em seus aposentos na vila dos oficiais da base da Força Aérea Brasileira (FAB), na Zona Oeste do Rio, quando às 22h27 chega o chamado para uma missão. Àquela hora, ele sabe, não havia possibilidade de ser um treinamento. E não era mesmo. No hangar, o caça F-5, prefixo FAB-4848, está pronto. Foram apenas sete minutos até a decolagem. O piloto só tomou conhecimento dos detalhes da operação quando a aeronave já estava no ar. O objetivo: interceptar objetos voadores não identificados (óvnis) detectados por radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) na altura de São José dos Campos, no Vale do Paraíba paulista.



