Autoatendimento corresponde a metade das transações em alguns mercados no país

A partir de 2019, grandes redes de supermercados — como Prezunic, Pão de Açúcar, Extra Mercado, Hortifruti, Assaí Atacadista e Supermarket — investiram em tecnologias de autoatendimento no Brasil. A popularizão do modelo ganhou um empurrãozinho inicial pela recomendação de distanciamento social frente à pandemia da Covid-19. Mas a conveniência manteve os consumidores interessados em registrarem suas próprias compras nas máquinas. Em alguns estabelecimentos, metade das transações já é feita assim.
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O saldo é do Minuto Pão de Açúcar e Mini Extra, formatos de proximidade do Grupo Pão de Açúcar. Nas lojas mais tradicionais dessas redes, o autoatendimento responde por cerca de 40% das transações. Mais do que pelo perfil dos clientes, o uso desses caixas é determinado pela ocasião, tendo preferência no caso das compras de reposição.
O pintor Leandro Júnior, de 26 anos, costumar registrar as próprias compras no Prezunic de Botafogo — o primeiro da rede a receber máquinas de autoatendimento, há sete anos:
— Costumo usar o autoatendimento de supermercados para compras pequenas. Para as grandes prefiro no caixa tradicional. Isso facilita minha rotina, que é puxada — conta.
A maioria das redes absorveu esse tipo de comportamento. Para manter a agilidade, as lojas restringem o acesso às caixas de autoatendimento a compras de até 15 ou 20 itens. O tempo médio de uso por cliente varia de três a seis minutos. Mas embora o entendimento dos equipamentos avance a cada dia, os mercados, em geral, ainda mantêm funcionários por perto.
— Enxergamos o suporte humano como um agente facilitador e de aprimoramento dessa experiência de compra mais autônoma. Por isso, nosso time está à disposição para apoiar os clientes que têm mais dificuldade durante o processo — pontua André Verçosa, CFO da rede Hortifruti.
Biometria facial e balança antifraude
Desde a chegada dos caixas de self-checkout no Brasil, houve avanços na customização visual e nas formas de pagamento. Além da integração do Pix por todas as redes, a partir de 2020, o Prezunic, por exemplo, usa o sistema da Payface, para permitir o pagamento por reconhecimento facial. Os equipamentos também contam com mais mecanismos antifraude, como balanças de conferência de peso.
O objetivo é que todos ganhem com a modernidade.
— O formato atende à demanda com rapidez e ajuda a distribuir o fluxo na frente de caixa. Ao mesmo tempo, seguimos com os caixas tradicionais como a principal estrutura para compras maiores — afirma Mauro Donizete Peixoto, diretor do Assaí no Rio.



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