Em mais uma atuação decepcionante na Copa do Mundo de 2026, a Bélgica parou no “paredão” Beiravand e ficou no 0 a 0 com o Irã, neste domingo, em Los Angeles (EUA), pela segunda rodada do Grupo G. O resultado deixa a chave totalmente embolada, o que torna uma incógnita a classificação dos belgas ao mata-mata.
Para o Irã, que vem enfrentando uma série de adversidades nos EUA, o empate é motivo de comemoração, mesmo tendo passado boa parte do segundo tempo com um jogador a mais. O ponto conquistado neste domingo mantém a chance da seleção iraniana de avançar pela primeira vez da fase de grupos.
Desde que foram anunciadas as escalações, estava claro que este seria um jogo de resistência defensiva para o Irã. Sem o ponta-esquerda Doku, seu principal driblador, mas cortado da partida por um problema respiratório, a Bélgica apostava nas subidas do lateral-esquerdo De Cuypers e do atacante Trossard por aquele lado. Na direita, eram o ponta Saelemaekers e o volante Tielemans que avançavam sobre a linha defensiva do Irã.
Os iranianos marcavam com uma linha de cinco zagueiros e ainda tinham, no meio-campo, o ala Rezaeian e os volantes Mohebi e Ezatolahi vigiando a entrada da área. Nesse cenário, o objetivo da Bélgica era atrair marcadores pelos lados, na tentativa de abrir espaços para os veteranos De Bruyne e Lukaku por dentro.
Mais uma vez, no entanto, a Bélgica teve dificuldade contra uma defesa fechada, a exemplo do que se tinha visto no empate com o Egito na primeira rodada. Lukaku, que começou como titular neste domingo, sentia a falta de ritmo após uma temporada atravessada por lesões. De Bruyne tampouco conseguia encaixar os passes milimétricos e os chutes magistrais que o tornaram famoso no Manchester City de Pep Guardiola.
Apesar de a prioridade ser se defender, a seleção iraniana aproveitava suas raras escapadas ao ataque para levar perigo. Aos 13 do primeiro tempo, após bate-rebate na área belga, o zagueiro Kaananizadegan exigiu grande defesa de Courtois. No segundo tempo, Courtois precisou fazer milagre de novo, após o centroavante Mehdi Taremi completar de voleio uma cobrança de lateral para a área.
Taremi chegou a balançar a rede no primeiro tempo, após cobrança de falta ensaiada do Irã, mas o gol acabou anulado por um impedimento milimétrico. Principal jogador desta seleção do Irã, o atacante tanto perturbou a defesa belga que provocou a expulsão do zagueiro Ngoy, aos 21 minutos da segunda etapa. Taremi pressionou, forçou um passe errado de Ngoy e só foi parado com falta, quando sairia cara a cara com Courtois.
Depois do cartão vermelho, a Bélgica diminuiu seu ímpeto ofensivo — o técnico Rudi Garcia precisou trocar Lukaku pelo zagueiro Theate –, mas continuou se arriscando no campo de ataque. Foi a vez de o goleiro iraniano Beiranvand aparecer. Aos 40 minutos, ele saltou no contrapé para defender uma finalização do lateral De Cuypers. O mesmo De Cuypers já havia exigido outra defesa incrível de Beiranvand, aos 22 da segunda etapa, após cruzamento de De Bruyne.
Mesmo com um a menos, a Bélgica ainda teve uma chance derradeira aos 49 minutos, com chute do ponta-direita Lukebakio, que passou caprichosamente junto à trave. A pontaria vai ter que melhorar na última rodada, contra a Nova Zelândia, para que a seleção belga não repita a Copa de 2022 e fique mais uma vez pelo caminho na fase de grupos.



