Arrascaeta e Bruno Henrique mostram que podem seguir fazendo a diferença após sete temporadas no Flamengo


A goleada do Flamengo sobre o Independiente Medellín (Colômbia) por 4 a 1, pela Libertadores, trouxe elementos de um roteiro que o rubro-negro está acostumado há sete anos: passe de Arrascaeta e gol de Bruno Henrique, passe de Bruno Henrique e gol de Arrascaeta. Únicos remanescentes de 2019, os ídolos do clube seguem mostrando que são decisivos e podem fazer a diferença, especialmente pelo que apresentaram nas últimas semanas.

O trabalho de Leonardo Jardim está evoluindo bem e resgatou junto com ele o brilho dos camisas 10 e 27, que voltam a ser esperança de gols hoje, às 19h30, contra o Bahia, pela 12ª rodada do Brasileirão. Arrascaeta foi o grande protagonista do vitorioso 2025 rubro-negro, mas vinha demorando a dar o pontapé inicial na nova temporada. Nos últimos três jogos, porém, acumula dois gols e uma assistência.

Bruno Henrique, por sua vez, perdeu o status de titular nos últimos tempos e ainda ficou algum tempo no departamento médico neste ano por conta de uma pubalgia. No entanto, desde que estreou com Jardim, apresenta uma capacidade física que lembra seus melhores dias. Assim como Arrasca, tem dois gols e uma assistência em três jogos.

A dupla foi decisiva na vitória sobre o Cusco (2 a 0) pela Libertadores, torneio que é a especialidade deles. Desde 2019, eles somam 58 participações em gols nas “noites de copa”.

Unindo história e desempenho atual, Arrascaeta e Bruno Henrique seguem recebendo o voto de confiança no Flamengo, e devem jogar juntos por mais duas temporadas. No ano passado, o meia renovou contrato até o fim de 2028. Já o atacante, que tem o atual vínculo se encerrando em dezembro, está com negociação encaminhada por uma extensão até o final de 2027.

Os dois foram titulares no meio de semana e, como Jardim tem rodado muito o elenco ultimamente, o lugar no onze inicial não é certo. Mesmo assim, foram acionados em todos os últimos quatro jogos, mesmo saindo do banco de reservas.

Como o Pedro é o dono absoluto na posição de centroavante, Bruno Henrique precisa brigar pela titularidade nas pontas, onde Samuel Lino, Gonzalo Plata, Luiz Araújo e o recém-recuperado Everton Cebolinha disputarão um espaço hoje — Carrascal está suspenso.

No meio, Arrascaeta é o grande líder em questão de capacidade de criação e finalização, enquanto De la Cruz e Saúl, que ainda não entrou em campo nesta temporada, também podem pleitear uma vaga. Quem tem se aproximado de seu nível de jogo é Lucas Paquetá, cada vez mais titular e acostumado ao futebol brasileiro. Após também marcar contra o Medellín, ele rasgou elogios aos companheiros históricos.

— São nossos ídolos. Eu já comemorei muitos gols deles na Libertadores e durante todos esses anos. Comemorei muitos títulos, nos deram muitas alegrias. Hoje, eu comemoro dentro de campo. Sou um torcedor dentro de campo, e poder admirar de perto e ver a qualidade deles é especial demais. Todo o elenco é muito qualificado, mas é muito especial jogar com eles — declarou Paquetá sobre Arrascaeta e Bruno Henrique.

Independentemente das escolhas de Jardim para hoje à noite, o Flamengo vai defender uma escrita de 32 anos de invencibilidade como contra o Bahia no Maracanã. A última derrota no estádio para o tricolor aconteceu no dia 30 de outubro de 1994, por 1 a 0, pelo Brasileirão daquele ano.

O Esquadrão de Aço chega para o jogo desfalcado do técnico Rogério Ceni, suspenso por um jogo pelo STJD por críticas à arbitragem. Quem comanda é o auxiliar francês Charles Hembert. O zagueiro David Duarte também pegou um gancho, de quatro jogos, mas o clube tentará um efeito suspensivo.



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