A chuva forte que atingiu o Rio no fim da tarde e na noite de anteontem deixou um rastro de alagamentos, interdições e cenas de desespero em diversas regiões da cidade. Não faltam registros em vídeo de casas tomadas pela água, ruas transformadas em rios e carros à deriva, além de passageiros presos por horas em ônibus e trens. Em 24 horas, segundo relatório do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) divulgado às 6h30 de ontem, a capital registrou 97,4 milímetros, o maior acumulado pluviométrico do estado. Nos últimos quatro dias, a situação no estado não foi diferente: o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil registraram 274 ocorrências relacionadas às chuvas, 162 delas na capital.
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Diante desse cenário e da previsão de que — com uma pausa no carnaval — o tempo instável volte a dar as caras em fevereiro, vale prestar atenção às orientações de especialistas e autoridades. O GLOBO ouviu quem entende do assunto para organizar um guia prático sobre o que você deve fazer ao ser flagrado em cinco situações durante temporais: a pé, na rua; em um bloco de carnaval; dirigindo na cidade ou na estrada; no transporte público; e em casa, seja área de risco ou não. Em cada uma, detalhamos os principais riscos, de choques elétricos e quedas de árvores a deslizamentos. Segundo o meteorologista Guilherme Borges, da FieldPRO, o fenômeno conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul mantém um corredor de umidade estacionado sobre o Sudeste, favorecendo dias seguidos de instabilidade e acumulados elevados.
Ônibus enguiçado em área alagada: Só desembarque se houver orientação e se a água estiver em nível seguro. Em área com correnteza, água cima de 15 cm já é suficiente para arrastar uma pessoa — e além dos 60 cm pode desestabilizar um coletivo. Na última segunda-feira, passageiros formaram uma corrente humana para deixar um ônibus ilhado na Avenida Itaoca, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. A evacuação também é indicada quando a água começa a invadir seu interior, há risco de submersão do motor, cheiro de queimado, princípio de incêndio, inclinação do coletivo ou orientação de agentes públicos.
Trilhos energizados (trem, metrô, VLT): Nunca caminhe sobre trilhos. Em caso de evacuação, siga rigorosamente orientações dos funcionários.
Contato com cabos energizados: Se houver fio solto na rua ou encostado no veículo, há risco de descarta elétrica.
Pane em trens durante temporal: Em caso de falha elétrica, é fundamental aguardar orientação da concessionária e não tentar sair por conta própria rumo à via férrea, que pode estar energizada.
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