Alunos com altas habilidades participam de oficina de comunicação do Projeto Interação
Estudantes produziram roteiros para vídeos sobre a disparidade de oportunidades entre as redes pública e privada; iniciativa é coorganizada pela Elegis
Foto: Lourenço Cardoso/Agência CLDF
Profissionais orientaram os estudantes sobre roteirização e produção de vídeos durante a oficina com a participação da Elegis
Estudantes atendidos no programa de altas habilidades e superdotação participaram nesta quinta-feira (5), de uma oficina sobre ferramentas de comunicação, realizada pela Secretaria de Educação em parceria com a Escola do Legislativo (Elegis), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Os alunos do Projeto Interação farão uma apresentação de produtos em formato multimídia sobre a disparidade de oportunidades e a estrutura que alunos com altas habilidades da rede pública enfrentam, quando comparados aos da rede privada.
Estiveram presentes profissionais de comunicação da Secretaria de Educação, a jornalista Lívia Barros e o publicitário Vinicius Gabriel. Eles tiraram dúvidas sobre o processo de criação e auxiliaram os alunos na roteirização e produção dos vídeos. “Os alunos saíram daqui com um plano de ação. A nossa contribuição foi direcionada a questões práticas, porque as ideias já estavam formadas”, explicou Lívia.
O tema da oficina de hoje foi escolhido pelos alunos, que pretendem gravar vídeos e elaborar um trabalho sobre a falta de investimentos e recursos para alunos com altas habilidades. “O acesso para todos é conquistado com o apoio de toda a comunidade”, argumentou o aluno do Projeto Interação Raul Moisés, de 11 anos. A servidora do Núcleo de Projetos Especiais da Elegis Barbara Valle destacou que, para que os alunos desenvolvam seu potencial ao máximo, é preciso que oportunidades sejam criadas: “alunos estão construindo saberes, e compartilharão pílulas sobre o que foi descoberto ao longo do projeto”.
O professor itinerante Bruno Leonardo, que atua na sala de recursos para alunos com altas habilidades, explicou que os estudantes entendem a realidade e como ela, aliada à superdotação, moldará o futuro de cada um. “Estamos colocando em prática um processo de organização material, acerca da realidade das escolas e qual a percepção para o futuro de alunos com altas habilidades”, explicou Leonardo.




