Polícia pede prisão de PM suspeito de morte de turista paulista assassinado durante viagem ao Rio

Um policial militar suspeito de ser o responsável pelo disparo que matou o turista paulista e professor de Matemática Daniel Oliveira de Andrade, de 27 anos, teve a prisão temporária solicitada, nesta quinta-feira, pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense(DHBF). O crime aconteceu na madrugada do último dia 31 de outubro, quando o carro em que a vítima viajava para o Rio, na companhia de mais dois amigos, trafegava pela Rodovia Presidente Dutra, na altura de Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Na Rodovia Presidente Dutra: turista paulista que morreu durante viagem para o Rio foi atingido por tiro enquanto dormia no banco do carona do carro
Crime organizado: polícia procura traficante da Penha que organizou invasão em comunidades de Volta Redonda, no Sul Fluminense
O nome do suspeito não foi divulgado pela Polícia Civil. No momento do crime, por volta das 2h30, o professor dormia no banco do carona, com o assento reclinado, enquanto um dos amigos também dormia no banco traseiro. Assim, apenas o motorista estava acordado. Ao todo, quatro tiros foram disparados, mas apenas um atingiu Daniel, na altura da axila.
Marca de um dos disparos no carro em que o professor viajava
Reprodução
Embora a família tenha recebido o relato de um dos sobreviventes de que criminosos poderiam ter confundido o automóvel com o veículo de escolta de um caminhão, durante uma suposta tentativa de assalto, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que tenha ocorrido uma discussão de trânsito pouco antes dos disparos serem feitos.
De acordo com a DHBF, o policial apontado como suspeito do crime havia sido intimado a prestar depoimento nesta quinta-feira. Ele, no entanto, não compareceu à especializada. Em seu lugar, esteve na unidade apenas um advogado.
Daniel saiu de carro de São Paulo, com dois amigos, na noite do dia 30, com destino ao Rio de Janeiro. O passeio celebrava a conclusão do mestrado de Daniel e a notícia de sua aprovação para cursar o doutorado na Universidade de São Paulo (USP). O crime ocorreu a pouco mais de 40 quilômetros da capital fluminense. A vítima chegou a ser levada de ambulância para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas já deu entrada na unidade sem vida.
Descrito como uma pessoa gentil, inteligente e que adorava estudar e praticar esportes, o professor foi sepultado no Cemitério da Saudade, na Zona Leste de São Paulo.
— Era um menino que, desde pequeno, é inspiração, é luz. Um menino que nunca deu trabalho, nunca me respondeu, nem a mim, que sou mãe, nem ao pai. Era um iluminado. Um cara que cresceu, estudou em escola pública, batalhou para fazer sua faculdade na USP, conseguiu e se formou professor. E que adorava esporte. Ele não conquistou apenas o objetivo de ser professor e de fazer o mestrado. O sonho dele era concluir o doutorado. Ele também conquistou uma legião de amigos e colegas, que foram à despedida dele. Foi algo que eu nunca vi na minha vida. Tanto amor, tanto carinho, só palavras lindas sobre ele. Eu achei que ele era só o Daniel. Esse gigante, gigante em tudo que fazia, em tudo. E ver uma multidão de alunos, professores da USP, professores do Crescer Sempre, onde ele ensinava, colegas de infância, familiares e amigos era algo que eu nunca tinha visto. E isso é algo que, meu Deus, enche de orgulho e, ao mesmo tempo, arrasa o coração — disse Iolanda de Oliveira, mãe da vítima, em um vídeo gravado pela família e publicado nas redes sociais.
Initial plugin text



Source link

- Advertisement -spot_img

More From UrbanEdge

Alunos com altas habilidades participam de oficina de comunicação do Projeto Interação

Alunos com altas habilidades participam de oficina...

Conta de gás da Naturgy está com visual novo. Veja mudanças

No novo documento, o consumidor continuará...
- Advertisement -spot_img