Com seus 1,95m de altura e um incrível poder de decisão, Erling Haaland costuma assustar os adversários dentro de campo. Fora dele, porém, o norueguês conquista muitos torcedores, inclusive crianças do Brasil, como os “mini-Haalands” Vinícius Correa, de 6 anos, Gabriel Szklo Simões, de 9, e Bento Afonso, de 13. Os três são grandes fãs do atacante e terão que ver o ídolo jogar contra a seleção brasileira neste domingo, às 17h (de Brasília), pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
O pequeno Vini, de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, admite que está com o coração acelerado para a partida, mas dá um jeitinho para conseguir torcer para os dois lados:
— Eu vou torcer pro Haaland fazer quatro gols, para ele sair como artilheiro da Copa, e, pro Brasil ganhar, eu quero que faça cinco gols — destaca o pequeno torcedor, que prevê um jogo agitado neste domingo.
A história do Vini como mini-Haaland, porém, não começou de forma tão feliz. Quando tinha cerca de 3 anos, ele começou a ser chamada de “menininha” por outras crianças na escola por conta do cabelo grande, e um dia um menino o chamou também de “filho do Haaland”. Vini ainda não conhecia o jogador e foi perguntar para sua mãe, Angélica, quem era esse tal de Haaland. E foi aí que ele se encantou.
— Minha mãe me mostrou uma foto do Haaland e foi como se a minha mente tivesse se conectado com a dele. Aí eu comecei a ver os jogos e adorei ele. O Haaland é o melhor jogador do mundo, tem muita velocidade, habilidade… ele é um jogador muito, muito bom mesmo. E já até foi muito carinhoso.
O episódio carinhoso se deu quando o próprio atacante norueguês gravou um vídeo para desejar feliz aniversário ao “Erling Haaland brasileiro”, e ainda deixou um recado para Vini: cabelo grande é muito legal.
O pequeno torcedor fez sucesso, ganhou matéria especial nas redes sociais do Manchester City, clube do Haaland, na Inglaterra, e até festa com decorações do ídolo norueguês no aniversário de 4 anos.
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— Foi muito legal, era tudo do Haaland: o bolo, o painel, eu estava vestido de Haaland… Foi um sonho, tudo o que eu pensava foi realizado — conta Vini, animado ao lembrar da festa.
Hoje, segundo a mãe, quando Vini é questionado sobre quando irá cortar o cabelo, ele já avisa: “Não posso cortar porque eu sou o Haaland”.
Em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, há um grande fã do Manchester City: Gabriel Szklo Simões, de 9 anos, que passou a torcer pelo clube inglês justamente por causa da admiração por Haaland. Fanático pelo norueguês, ele define o atacante como um “centroavante nato, goleador, acrobático e craque”. Com o sonho de se tornar jogador de futebol, busca se inspirar no faro de gols do camisa 9.
— Eu sou atacante. Com certeza o Haaland é a minha maior inspiração. Ele faz gol em praticamente todos os jogos, é incrível! — diz o menino.
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Sorrindo, Gabriel faz questão de destacar que, na escolinha onde treina, também marca “muitos gols” e é o artilheiro da equipe. Ainda assim, reconhece, em tom bem-humorado, que “hoje o Haaland é muito melhor”, mas acredita que, quando crescer, poderá chegar ao nível do ídolo.
Apesar da admiração pelo norueguês, Gabriel deixa claro que, no Brasil x Noruega, sua torcida será pela seleção brasileira. Para ele, o placar já está definido: vitória da canarinho por 2 a 1, com Haaland marcando o gol dos noruegueses. Torcer contra o ídolo, porém, não será tarefa fácil. O garoto ainda faz um alerta sobre os perigos da equipe nórdica.
— O Haaland “carrega” o time, mas eles têm outros bons jogadores, como o Ødegaard, o Nusa e o Sorloth. Só que, se ele (Haaland) não estivesse na equipe, os outros não iam conseguir jogar bem como estão jogando.
Fanático por futebol, Gabriel acompanha todos os jogos da Noruega na Copa — exceto os disputados à noite, já que tem que acordar cedo porque estuda pela manhã — e já tem uma nova comemoração favorita: a “remada” viking, que viralizou durante o Mundial com os jogadores noruegueses. Ele conta, inclusive, que já sugeriu aos amigos da escolinha que reproduzissem a celebração.
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Se Haaland inspira Gabriel dentro de campo, há uma coisa que o norueguês ainda não conseguiu convencê-lo a fazer: deixar o cabelo crescer. O garoto revela que até pensou em adotar o tradicional coque do atacante, mas desistiu por preguiça. Para ele, existe uma solução muito mais simples.
— É só o Haaland cortar o cabelo que fica parecido comigo. Ele já tinha o cabelo curto mesmo. — brinca o sorridente fã do norueguês.
Cabelo preso, camisa 9 e decisivo: poderia ser o Haaland, mas é Bento Afonso Machado, centroavante do Clube Atlético Pompeano, de Pompéu (MG). Em busca de alcançar os maiores palcos do futebol, o garoto de 13 anos tem o atacante do Manchester City como sua grande inspiração.
— Eu gosto muito dele. Faz muito gol. É um dos melhores atacantes do mundo e um jogador em quem tento me inspirar. Tenho bastante camisa dele e procuro ter um estilo de jogo bem parecido com o dele — diz Bento.
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O menino, que deixou o cabelo crescer inspirado no ídolo, conta que ficou muito feliz quando passou a ser chamado de “mini-Haaland”. Mas ressalta que as comparações vão além da aparência e também têm relação com o desempenho em campo. Definido por Bento como “uma máquina”, o norueguês, apesar de toda a admiração, não terá a torcida do jovem nas oitavas de final da Copa.
— Eu gosto muito dele, né? Mas tô torcendo mais pro Brasil, sempre. Espero que ele faça um gol, para disputar a artilharia da Copa, mas a torcida é pela seleção brasileira.
Além de buscar inspiração no camisa 9 dentro de campo, Bento tenta seguir o exemplo do atacante fora das quatro linhas, especialmente pela disciplina e pela mentalidade. Para o pai do garoto, o engenheiro agrônomo Adilson Machado, ver o filho tão dedicado e espelhado em um atleta desse perfil é motivo de satisfação.
— Ele treina duas vezes por dia, concilia a escola e, muitas vezes, abre mão dos fins de semana para correr atrás do sonho de ser jogador — afirma Adilson, orgulhoso de seu filho.



