O Governo do Estado do Rio de Janeiro exonerou 4.033 servidores comissionados desde o dia 24 de março, quando o desembargador Ricardo Couto assumiu o governo interinamente. O balanço mais recente é de quinta-feira (dia 25), quando 62 agentes foram desligados da administração pública, conforme publicado em edição do Diário Oficial. A gestão estima uma economia de até R$ 230 milhões nos cofres públicos até 31 de dezembro deste ano.
Essas podem não ser as últimas exonerações: o governo explica que, em paralelo, a Secretaria de Estado da Casa Civil, realiza auditorias nas secretarias e nas entidades da administração direta.
Esse “pente-fino” tem como objetivo realizar um diagnóstico da administração pública, mapear iscos relevantes e propor medidas para fortalecer a governança, além de aprimorar os mecanismos de controle e a eficiência
As auditorias, que abrangem a execução orçamentária dos exercícios de 2025 e 2026, são conduzidas por uma equipe técnica comporta por servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio (TCM-RJ).
A expectativa é de que essa inspeção seja concluída em cerca de 120, embora possa ser prorrogada mediante justificativa técnica.
Além das exonerações, resultado do “pente-fino”, a Casa Civil também extinguiu três subsecretarias com centenas de cargos comissionados. Só a pasta, que contava com 1.692 agentes comissionados, já registraram mais de 800 exonerações.
Por fim, as medidas também alcançaram os gastos com combustível utilizado por gestores do primeiro escalão: de R$ 93 mil, em março deste ano, caiu para R$ 49 mil, em junho, uma redução quase pela metade (47%).
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