Vasco respira na Sul-Americana, mas ainda precisa de fôlego no Brasileirão


A estratégia do Vasco para a Copa Sul-Americana fez o clube dividir o elenco em dois, guardando as peças mais fortes e descansadas para o Brasileirão. Mas a estratégia parece estar dando certo por linhas tortas: enquanto na competição continental o time emplacou duas vitórias consecutivas e assumiu a liderança do Grupo G, na nacional não vence há dois jogos e vê e a zona de rebaixamento mais próxima a cada rodada, a apenas dois pontos de distância (é o 13º, com 17 pontos, enquanto o Corinthians, 17º, tem 15).

Na Sul-Americana, o time alternativo, composto por reservas e jogadores da base, venceu o Olimpia, do Paraguai, por 3 a 0, em São Januário, e o Audax Italiano, do Chile, por 2 a 1, de virada, fora de casa (foi apenas a terceira vez na temporada que o time venceu longe de seus domínios). Os jogos tiveram roteiros semelhantes: atuação ruim no primeiro tempo e melhora no segundo, construindo o resultado nos 45 minutos finais com a eficiência que pedem as copas, mas que também é bem-vinda nas competições de pontos corridos.

No Brasileirão, que demanda regularidade e maior competitividade frente a adversários, de forma geral, mais qualificados, a situação é diferente, mesmo com o Vasco guardando os principais jogadores para a competição. Nas últimas rodadas, arrancou um empate do Flamengo após começar mal e sofrer 2 a 0, mas perdeu para o Corinthians mesmo tendo um jogador a mais por toda a segunda etapa. Assim, o time que tinha a pretensão de brigar na parte de cima da tabela se afasta cada vez mais do pelotão de cima — já a sete pontos de distância. Ao mesmo tempo, apenas dois pontos separam o Vasco da zona do rebaixamento, acendendo o sinal de alerta em São Januário.

E além do aspecto mental que precisa voltar a ser compartilhado entre as competições, há jogadores que pedem passagem para o time principal. Adson, que contribuiu com duas assistências e um gol contra o Olimpia, tende a ser titular contra o Athletico-PR, no domingo, já que não viajou para o Chile. O centroavante Spinelli, que vem tendo atuações decisivas e atingiu a artilharia da temporada ao lado de Puma Rodríguez, se mostra uma opção de ataque mais efetiva que David, titular contra Flamengo e Corinthians. Além do lateral Avellar e dos meias JP e Ramon Rique, que pintam como alternativas para a sequência de jogos.

Resta ao técnico Renato Gaúcho encontrar um equilíbrio entre as duas equipes para que a ladeira da competição principal não seja tão íngreme e para que o torneio continental siga como uma esperança de título em 2026. O fim da fase de grupos e a parada para a Copa do Mundo podem vir em boa hora para que o Vasco respire fundo e retome o fôlego para alcançar os objetivos que pretende nesta temproada.



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