“É aqui, entre quatro paredes, que eu choro, é nessa cama que me deito com a saudade atravessando no peito, é nesse silêncio que eu revivo você. Não trago flores, aqui é onde eu te perco, todo dia de novo. Este quarto guarda o que o mundo não vê, uma mãe que enterra e desenterra a filha todas as noites, só pra matar a saudade. Não tem lápide, mas tem amor e amor de mãe, não precisa de cova para continuar vivo. Ele mora onde a gente deixar ele morar. E eu deixei você morar aqui no meu quarto, no meu peito”.



