Uma professora ucraniana foi “torturada até a morte”, de acordo com familiares e amigos, após ter sido presa no início do ano em Sebastopol, na região da Crimeia, anexada pela Rússia.
Segundo a denúncia, Oleksandra Kazarovytska, que tinha 44 anos, passou três meses em confinamento solitário aguardando julgamento.
Oleksandra havia viajado para a península da Crimeia para cuidar de seus pais idosos e ajudá-los a vender o apartamento onde moravam, a fim de que pudessem se mudar para a Turquia. Mas ela acabou presa sob a acusação de se corresponder com um combatente ucraniano.
“Ela foi para Sebastopol, planejando ficar por, no máximo, um mês, para ajudar seus pais a vender o apartamento e se mudarem [para a Turquia]”, disse um amigo, em declaração reproduzida pelo “Sun”.
Oficialmente, Oleksandra “tirou a própria vida” quando estava encarcerada. Porém, veículos de imprensa pró-Ucrânia afirmam que ela foi “torturada até a morte”. A família também rebate a versã
Autoridades da Crimeia, invadida pela Rússia em 2014, não forneceram quaisquer detalhes sobre as circunstâncias da morte da professora após a realização de exames post-mortem.
A vítima era cofundadora de uma escola profissional de idiomas em Kharkiv (Ucrânia) e era descrita por seus colegas como “uma pessoa incrivelmente gentil e talentosa”.
É com profundo pesar que anunciamos o falecimento de Oleksandra Kazarovytska, diretora de estudos e cofundadora da escola profissional. A Rússia a matou. Sasha era uma pessoa incrivelmente gentil e talentosa. Uma verdadeira professora e mentora. Ela nunca parou de buscar seu próprio aprimoramento e celebrava, de forma genuína, as conquistas de cada um de seus alunos”, disse a direção da escola em postagem no Facebook.
Sebastopol é a maior cidade da Península da Crimeia, com cerca de 547 mil moradores, e abriga a principal base da Frota do Mar Negro da Marinha Russa.
Source link
Ucraniana vai à Crimeia, anexada pela Rússia, para salvar os pais, acaba presa e morre após 'tortura'




