Luiz Inácio Lula da Silva já chegou à Casa Branca, em Washington, onde participa de uma reunião com Donald Trump. O presidente brasileiro foi recebido com tapete vermelho.
No Salão Oval, estão representantes do Brasil e dos Estados Unidos. Pelo lado brasileiro, Mauro Vieira (Relações Exteriores), Welington Lima e Silva (Justiça e Segurança), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa ( Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). Pelo lado dos EUA, estão o vice-presidente, JD Vance, os secretários Scott Bessent (Tesouro), Howard Lutnick (Comércio), e da chefe de Gabinete, Susie Wiles e do representante comercial, Jamieson Greer.
Pedido do presidente brasileiro
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República confirmou que Lula pediu uma inversão no protocolo: em vez da imprensa participar da reunião, os jornalistas só entrarão no Salão Oval após a conversa com Trump. O pedido foi feito ao próprio presidente americano, que aceitou. O encontro já dura uma hora.
Em geral, nestas visitas os presidentes costumam conversar rapidamente e, então, abrem para perguntas da imprensa, mas, ao que tudo indica, isso ocorrerá só ao final da conversa.
Depois do almoço, Lula retorna para a Embaixada do Brasil em Washington, onde também deverá conversar com a imprensa.
No Salão Oval, os encontros anteriores de Trump com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, foram marcados por constrangimentos transmitidos ao vivo.
Com Zelensky, a reunião descambou para um bate-boca direto sobre o corte de ajuda militar à Ucrânia. Já com Ramaphosa, Trump interrompeu a conversa para exibir vídeos de suposta violência contra fazendeiros brancos e acusou o governo sul-africano de promover uma “limpeza étnica”.
Joesley Batista ajudou a intermediar encontro entre Lula e Trump, diz agência
Joesley Batista, um dos donos das JBS, ajudou a intermediar a reunião entre os presidentes, revelou a agência Reuters nesta quinta-feira (dia 7). Embora não integre a comitiva oficial brasileira, o empresário desembarcou na capital dos EUA na quarta-feira, segundo o colunista do Globo Lauro Jardim.
Um jato pertencente à empresa J&F, que controla a JBS, estava programada para voar do Colorado para Washington na quarta-feira, segundo dados de rastreamento de voos da FlightAware.
O envolvimento de Joesley na intermediação do encontro mostra o crescente poder dos líderes empresariais na definição da agenda do governo Trump. Ele é hoje um dos maiores empresários dos Estados Unidos e, entre os brasileiros, o mais próximo de Trump.
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