Fala, Galera! Romário na área! Após 38 dias, a Copa está acabando. Geral com aquele sentimento de ressaca, gosto ruim na boca, fim de festa. Pros brasileiros, terminamos com decepção, poucas alegrias e muitas lições.
Dentro de campo, falando de futebol, tivemos uma Copa com bons jogos, algumas surpresas e nível técnico geral até acima do esperado. Se os grandes jogadores, ou a maioria deles, se consagraram como protagonistas, treinadores tidos como “pikas” fracassaram, e viram chegar à final dois técnicos que nunca foram estrelas, e até já foram tampões, mas hoje são os atuais campeões europeu e mundial. E o mais curioso: eles nem sequer estão entre os cinco técnicos mais bem pagos da Copa.
Os dois têm estilos e trajetórias bastante diferentes, por sinal. E essas diferenças estão nos seus times também. De la Fuente é um estudioso da bola, com cara e jeitão de professor. Treinou por mais de 11 anos as seleções espanholas de base. Conhece e acompanhou o desenvolvimento da maioria dos jogadores da atual seleção principal. Ajudou a implantar de vez esse estilo de jogo que virou a marca do futebol de seu país, baseado na posse e controle da bola, tabelas e toques curtos.
Já Scaloni, um cara que parece ser gente boa pra caralh@, que fala olhando nos olhos dos jogadores e que não quer aparecer mais do que eles, tem o velho estilo da gestão de grupo. Não é aquele xerifão, nem o rei do esquema tático. É o cara que ganha o grupo na manha, na conversa, na parceria. E quem esteve lá sabe que isso faz toda a diferença dentro de campo, os caras ficam mais unidos e dão a vida pra ganhar.
Foi Scaloni quem achou o lugar do Messi, e fez com que o grupo o abraçasse, jogasse por ele e para ele. Todos entenderam que era o melhor pra Argentina. Já De la Fuente fez a aposta no grupo, no conjunto, no estilo de jogo, mesmo tendo um fora de série como Yamal.
Os dois provam que, no futebol, se pode ganhar de formas diferentes. E dão várias lições pra gente. Nessa Copa, não jogamos dentro do nosso estilo clássico, coletivamente, nem criamos uma conexão ou jogamos em função de um craque, como os argentinos. Mostramos um time sem identidade de jogo, força de grupo e brilho técnico. Uma merd@! Tirando um ou outro lampejo de Vini Jr., sobrou pra gente aplaudir os caras grandes das outras seleções. Só nos resta torcer para que em 2030 seja a nossa vez!
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