Horas antes da final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, o governo argentino já trabalha nos bastidores para organizar uma eventual recepção da seleção de Lionel Scaloni em caso de título. Embora o planejamento seja mantido sob sigilo, autoridades nacionais e da Província de Buenos Aires confirmaram contatos com a Associação do Futebol Argentino (AFA) para deixar toda a estrutura de segurança e logística à disposição da equipe.
Segundo o jornal La Nación, a coordenação entre o governo provincial e a AFA é conduzida pelo ministro da Segurança da Província de Buenos Aires, Javier Alonso. Nos bastidores, o discurso é de cautela: qualquer definição sobre celebrações dependerá exclusivamente da vontade dos jogadores e da comissão técnica após a decisão.
— Será feito o que eles decidirem. Nada será divulgado antes da partida — disseram fontes do governo provincial ao jornal.
Na esfera federal, apesar da relação conturbada entre o presidente Javier Milei e o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, integrantes do governo afirmam que também existem canais de comunicação com a delegação argentina nos Estados Unidos.
O plano que ganhou força prevê que o voo fretado da seleção desembarque no aeroporto de Ezeiza entre o meio-dia e as 14h de segunda-feira. De lá, os jogadores seriam levados ao Hangar 5 e embarcariam em helicópteros rumo ao heliponto da Casa Rosada.
A ideia considerada mais segura pelas autoridades é que os campeões façam uma saudação aos torcedores da sacada da sede do governo argentino, evitando um deslocamento terrestre que poderia reunir milhões de pessoas pelas ruas de Buenos Aires, como ocorreu após a conquista da Copa do Mundo de 2022.
Outra possibilidade em estudo seria organizar um desfile até o Obelisco. Nesse cenário, entretanto, as forças de segurança avaliam que o controle da multidão representaria um desafio muito maior, principalmente para garantir a passagem do ônibus da seleção.
Há ainda uma terceira alternativa: caso a delegação opte por descansar e aguardar a chegada de familiares que estão nos Estados Unidos, a recepção popular poderia ser transferida para terça-feira. Nesse caso, os jogadores passariam a primeira noite no centro de treinamentos da AFA, em Ezeiza.
Independentemente do formato escolhido, autoridades argentinas acreditam que a mobilização popular será enorme, mesmo antes do resultado da final, impulsionada pela possibilidade de um novo título mundial e pelo fato de esta ser considerada a última Copa do Mundo de Lionel Messi. A decisão final, porém, só será anunciada após o confronto com a Espanha.



