Dois dias antes de uma audiência na Justiça, na qual seria julgado um pedido de indenização contra uma companhia aérea que havia desviado suas malas do destino e atrasado em mais de dez horas o horário de um voo internacional, uma jornalista recebeu uma mensagem por um aplicativo de conversas. Uma pessoa que dizia ser sua advogada revelou que o ato processual havia sido antecipado para aquele momento e que, em seguida, um juiz faria, por ali mesmo, o julgamento do caso. Era tudo uma farsa. Após um falso magistrado pedir, por meio de um áudio, dados da sua conta bancária, ela perdeu R$ 10 mil. O crime do qual X. foi vítima é o estelionato, o segundo delito mais registrado no Rio, com média de um caso a cada três minutos.




