Se abriu o placar no contra-ataque e ditou o ritmo do jogo no primeiro tempo, o Fluminense voltou mal após o intervalo e sofreu o empate do Corinthians. Mas Hulk mostrou por que é um dos jogadores mais decisivos na última década do futebol brasileiro e marcou dois gols na vitória tricolor por 3 a 1, neste domingo, na Neo Química Arena, pelo Brasileirão.
Fluminense e Corinthians são equipes que gostam de ter o controle da partida. Mas, jogando fora de casa, o tricolor não fez questão de ter mais posse de bola. E a estratégia adotada por Marcão se mostrou certeira. Enquanto segurava o ímpeto do Timão nos primeiros minutos, o tricolor teve duas chances claras para abrir o placar no contra-ataque.
Após ótimo lançamento de Nonato, Canobbio, que havia sido o herói da classificação para a semifinal da Libertadores, ficou cara a cara com o goleiro Hugo Souza, mas perdeu tempo na hora de ajeitar a bola e chutou fraco. Quem também deixou a desejar na finalização foi Serna. No lance, Lucho Acosta viu a defesa adversária exposta e enfiou passe na medida para o colombiano engatar a quinta marcha.
Apesar das oportunidades desperdiçadas, o Fluminense seguia com o caminho livre para sair em velocidade. E, desta vez, foi letal com o jogador que mais evoluiu sob o comando de Marcão: o “incrível” Hulk. Com o Corinthians correndo em direção ao próprio gol, o tricolor chegou à área com poucos toques na bola: após receber de Canobbio, Lucho achou o camisa 7, que precisou esticar a perna direita para marcar na saída do goleiro.
A arbitragem assinalou impedimento em campo, mas, após a análise do VAR, validou o gol de Hulk, que acumula sete participações diretas (quatro bolas na rede e três assistências) nos últimos seis jogos. Logo após ser novamente decisivo, o ex-jogador da seleção brasileira deixou Serna em boas condições para quase fazer o segundo.
Ciente do que fazer dentro das quatro linhas, o Fluminense passou a “esfriar” o ritmo do jogo a partir da serenidade de Thiago Silva na saída de bola e das triangulações no meio-campo. Do outro lado, o Corinthians não demonstrava senso de urgência e via os protestos aumentarem na arquibancada. Mas a parada no intervalo fez bem aos donos da casa.
Prova dessa mudança de postura é que Gustavo Henrique ficou na cara do gol, mas pegou mal na bola. O tricolor demorou a acordar e pagou caro por isso. Após Fábio fazer grande defesa em cabeçada de Gui Negão, o zagueiro, desta vez, aproveitou o rebote do goleiro para deixar tudo igual.
Desde então, o time de Marcão se viu cada vez mais pressionado e, diferentemente do primeiro tempo, já não conseguia sair em velocidade no contra-ataque. Mas nada como contar com Fábio e Hulk. O goleiro fez grandes defesas quando acionado, enquanto o atacante fez o seu segundo gol na partida em chute desviado. No fim do jogo, Serna ainda balançou as redes e matou de vez a partida.




