A 3ª Vara Criminal de Niterói decidiu levar a júri popular quatro réus pelo assassinado do policial civil Carlos José Queiroz Vianna, ocorrido em outubro do ano passado em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, em plena luz do dia. Um quinto homem que havia sido denunciado pelo crime foi impronunciado pela Justiça e recebeu alvará de soltura. A decisão, da juíza Juliana Grillo El Jaick, é de 29 de setembro último. A data do júri ainda não foi marcada.
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São réus o ex-policial militar Fábio de Oliveira Ramos, o também ex-PM Felipe Ramos Noronha, Mayck Junior Pfister Pedro e Dênis da Silva Costa. Eles respondem por homicídio triplamente qualificado e adulteração de placa de veículo.
De acordo com a decisão, Fábio de Oliveira, à época do crime lotado no 3º BPM (Méier), teria seguido a vítima, dirigido o veículo usado na fuga e transportado armas e placas clonadas. Já Felipe Ramos, então lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), teria também monitorado Queiroz e participado diretamente do assassinato.
Maick Junior teria filmado o policial civil na porta de casa e na 29ª DP (Madureira), onde a vítima trabalhava. Dênis da Silva teria atuado como “batedor” após o assassinato — ele pilotava uma moto — e teria ajudado a destruir o Ônix branco, usado no crime. O carro foi localizado queimado por investigadores da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHSGI), com placa clonada.
Fábio, Felipe e Maick foram presos quando deixavam o local onde o Ônix foi incendiado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no dia do crime. No carro foram encontradas duas armas que, conforme o exame de balística, foram usadas na execução de Queiroz. Os agentes apreenderam ainda uma bolsa com placas avulsas de veículos — uma delas era a usada pelo Onix.
Dênis foi preso em 13 de novembro de 2025, após a quebra de sigilo dos celulares apreendidos com os demais suspeitos do assassinato do policial civil. Ele foi encontrado no bairro Rancho Novo, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Contra o acusado, as equipes da DHNSGI cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão.
O crime
Queiroz foi morto na porta de casa, no bairro de Piratininga, na Região Oceânica. De acordo com as investigações, a vítima saiu de casa por volta das 6h30 para jogar o lixo fora quando foi surpreendida pelos assassinos. O policial foi atingido por ao menos 12 tiros e morreu no local.
Os investigadores conseguiram localizar o Onix graças a imagens do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Niterói, que identificou o automóvel trafegando por vias estratégicas da cidade e seguindo em direção à Ponte Rio-Niterói. O sistema eletrônico permitiu o rastreamento do carro em tempo real, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
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