policiais usavam termos cifrados para pagamento de propina, segundo o MP


Um dos trechos da denúncia do MPRJ mostra que dois dos acusados, o PM Ademir Rodrigues Pinheiro e o policial civil aposentado Francisco Carlos Cardozo “marcaram diversos encontros nos bairros da Barra da Tijuca, do Recreio dos Bandeirantes e de Campo Grande com o objetivo cifrado de beberem ‘café’ ou ‘suco’ juntos, pretextos para acertarem o pagamento da propina fixa destinada a Policiais Civis corruptos da 35ª DP”. Segundo as investigações, em pelo menos duas ocasiões Ademir enviou seus subordinados — os policiais militares Julio Cesar Telles Barbosa e Leandro Oliveira da Silva — para tomar “suco” e “café” no seu lugar. “O verdadeiro teor dos encontros para beberem ‘café’ e ‘suco’, ou seja, pagamento de propina, fica evidente a partir da análise de outros diálogos”, afirmam os promotores do Gaeco.



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