PM atira 45 vezes e mata jovem de 20 anos em São Paulo

Policiais Militares de São Paulo atiraram 45 vezes na abordagem que matou Gustavo Munis de Santana, de 20 anos. O caso ocorreu na madrugada de sábado, em Moema, na Zona Sul da capital. Ao lado do corpo, foi encontrado apenas um celular. Os PMs envolvidos foram afastados das atividades operacionais, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP).
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De acordo com a TV Globo, Gustavo foi atingido 27 vezes. A ocorrência foi iniciada após relatos de que o rapaz ameaçava tirar a própria vida. O celular que o jovem tinha em mãos teria sido confundido com uma arma pelos policiais.
Gustavo teve lesões no crânio, maxilar, queixo, traqueia, peito, escápula, axilas, flancos, pelve, braços, mãos e pernas. Ao todo, quatro PMs foram registrados como autores dos disparos na ocorrência. O caso ocorreu por volta das 3h da madrugada, mas o corpo só foi retirado do local por volta das 11h de sábado.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) afirmou que o registro foi feito no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O documento diz que “foi aberto Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos policiais”. Os procedimentos durante e após a ocorrência serão investigados pela SSP-SP, diz o órgão.
A Secretaria de Segurança Pública declarou ainda que “não tolera desvios de conduta dos seus agentes e, se constatadas irregularidades, os profissionais serão punidos com rigor”. As armas dos policiais envolvidos no caso e o celular do jovem foram apreendidos para perícia. “As imagens registradas por câmeras corporais durante a ação foram solicitadas para análise”, conclui a SSP-SP.
Gustavo Munis de Santana morava com a mãe e as irmãs, trabalhava num hospital, além de cuidar de cachorros, e era conhecido por ajudar pessoas próximas, segundo relatos de um vizinho que o conhecia desde criança.
Parentes contaram aos investigadores que o rapaz lutava contra a dependência química e tomava antidepressivos desde o ano passado. “É um moleque bom, gente boa. Sempre que precisava, ele arrumava a bicicleta da minha filha”, disse o técnico de refrigeração Eguinaldo Ferreira à TV Globo.
A mãe do jovem esteve no local da morte durante a manhã de sábado. Num áudio enviado a um vizinho da família, ela relatou que estava ao lado de Gustavo, já morto. “Meu filho tá morto aqui na rua. Eu tô aqui sentada do lado dele, conversando com ele. Mas ele está morto, não me responde mais”, disse.



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