No pátio do Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio, uma mãe segura firme a camisa preta que trouxe do Espírito Santo. É a mesma que pretende usar para cobrir o corpo do filho, ainda não liberado. Fabiana Martins está há mais de 48 horas em frente ao prédio, esperando para ver Fabian Alves Martins, de 22 anos, um dos 117 mortos na operação mais letal da história do Rio , ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital. O cadáver dele foi um dos retirados da região de mata conhecida como Vacaria. Segundo as autoridades de segurança cariocas, todos os mortos tinham envolvimento com o tráfico de drogas.




