Atriz moldada ao longo de décadas nos palcos, Isabel Teixeira carrega para a televisão uma qualidade admirável: a construção minuciosa de seus papéis. Nada em suas interpretações parece casual. Cada olhar, pausa, gesto ou mudança de tom revela um trabalho de composição cuidadoso, resultado de uma artista que entende a importância da pesquisa e do estudo. Em “Quem ama cuida”, essa característica fica evidente quando observamos Pilar em cena. Na pele da megera, Isabel encontra nuances que tornam a personagem ainda mais desagradável — e, por isso mesmo, mais interessante.



