Homem que revelou supostas ligações entre Epstein e secretário de Comércio dos EUA é encontrado morto

Um ex-banqueiro de Wall Street que revelou supostos e-mails que, segundo ele, expunham laços comerciais entre o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o financista americano Jeffrey Epstein foi encontrado morto.
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Segundo o jornal The Sun, o corpo de Simon Andriesz, de 57 anos, foi localizado na Tailândia em setembro deste ano. A família teria confirmado a morte por suicídio, mas membros do parlamento britânico pedem, agora, uma investigação sobre a morte.
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Para eles, o caso levanta “questões profundamente perturbadoras”. O deputado trabalhista John McDonnell descreveu a morte de Andriesz como uma “tragédia profunda e evitável”.
Outros membros denunciam a forma com que delatores são tratados após apresentarem alegações de irregularidades à Autoridade de Conduta Financeira (Financial Conduct Authority – FCA).
Andriesz revelou uma troca de e-mails datada de 2018 em que Lutnick e Esptein discutiam sobre uma empresa em que ambos investiam, a Adfin, uma startup de publicidade digital.
As mensagens foram trocados uma década após a primeira condenação de Epstein, quando o financista se declarou culpado por aliciar uma menor para prostituição, ficando preso por apenas 13 meses.
Ao descobrir as mensagens, Andriesz enviou o que encontrou para políticos americanos antes de Lutnick comparecer perante o Comitê de Supervisão da Câmara em maio, que disse só ter tomado conhecimento de que Epstein era investidor da Adfin quando os arquivos do financista foram divulgados este ano.
O britânico foi demitido da BGC Parterns, onde Lutnick era diretor-executivo, em 2017 após levantar preocupações sobre supostas irregularidades contábeis. A companhia afirmou que a demissão de Andriesz não teve a ver com as alegações.
Andriesz teria sido desligado da empresa após se recusar a seguir recomendações médicas ou a desempenhar funções essenciais, rejeitar adaptações razoáveis ​​e abandonar o cargo.



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