Era correto supor que o clássico da parte de cima da tabela fosse mais inclinado para o campeão do que para o desafiante. E não só pela diferença de qualidade dos elencos. Era mesmo pelo fato de o Flamengo estar no rali com o Palmeiras na disputa do título. A obrigação de propor o jogo, correr desvairadamente pela vitória e ter o controle do jogo era do time de Leonardo Jardim. E justamente por isso ele escalou o que tinha de melhor, ao contrário de Marcão. O técnico do Fluminense poupou Guga, Thiago Silva, Hércules, Ganso e Hulk e manteve a ideia de jogar na transição. Teve uma ou outra chance de marcar, mas também correu riscos. Os rubro-negros estiveram sempre mais perto do gol, e surpreendeu o fato de ele ter saído só aos 20 do segundo tempo, em cruzamento de Paquetá escorado por Carrascal. A utilização dos titulares poupados melhorou o Fluminense, que, contudo, perdeu a última chance do jogo.




