“… Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?” João 8:1-11
Se alguém, por quem você nutre apreço, se envolvesse em algo reprovável, desastrado, e que ferisse a sua confiança, qual seria a sua reação?
Somos generosos e mesquinhos; construímos pontes que aproximam, mas também muros que separam; protegemos a quem amamos, e igualmente, inexplicavelmente ferimos nossos amores.
Dr. Russell Shedd, em uma conferência, citou ser o cristianismo o único exército que abandona seus feridos.
Por mais que possa lhe parecer licencioso, acredito que somos o que nos é possível ser, mesmo que isso possa se desdobrar em dor e desenlace.
As pessoas entram em contradição por fragilidade, imaturidade e carências que, como fantasmas, as assombram ao longo da vida. Exatamente nesses momentos é que elas mais precisam de escuta acolhedora, respeitosa compreensão e perdão, como genuína manifestação do amor salvífico.
A experiência dessa mulher junto a Jesus me ensina que o fim não significa necessariamente o término. Mas, sim, um novo começo para algo libertário, criativo e renovador.
Os acusadores enxergavam o fracasso. Já Jesus enxergava possibilidades
Por isso pergunta:
“Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?”
Quase sempre é assim! A intolerância nunca dá as caras, mas se traveste de zelo, moralidade, defesa dos bons costumes.
Causa-me estranheza encontrar pessoas que se dizem seguidoras de Cristo, mas que estão indisponíveis diante da fragilidade humana.
Jesus não relativizou o comportamento daquela mulher, mas também não a desprezou, demonizando-a. Mas, de maneira especial e sensível enxergou o humano no ser que é humano, associando a verdade à misericórdia.
E você?
Vá, e faça o mesmo!
Source link
Franco-atirador: a intolerância nunca dá as caras, mas se traveste de defesa dos bons costumes



