Com duas derrotas e dois empates, o Fluminense se colocou entre as cordas na Libertadores. Apesar de a campanha deixar a desejar até então, a equipe ainda depende apenas de si para se classificar às oitavas de final e conta com um dos seus maiores pilares para cumprir essa delicada missão: o fator casa. A vitória por pelo menos três gols de diferença sobre o Bolívar-BOL, hoje, às 19h, em um Maracanã cheio, é inegociável para o time do técnico Luis Zubeldía — suspenso pelo terceiro amarelo — não precisar de uma combinação de resultados na última rodada da fase de grupos, contra o Deportivo La Guaira-VEN, também em casa.
O Fluminense persegue justamente essa conta levando em consideração o confronto direto como primeiro critério de desempate. Isso porque o tricolor chegaria aos oito pontos e ficaria à frente do Bolívar, que não se classificaria mesmo se alcançar essa pontuação em caso de vitória sobre o Independiente Rivadavia-ARG na última partida. Na altitude de La Paz, o time boliviano ganhou por 2 a 0 do brasileiro.
— Temos que ganhar. Sei que vai estar lotado o Maracanã e vamos, sempre com respeito ao adversário, em busca do triunfo para seguir com vida na Libertadores e jogar a segunda partida com o La Guaira no Maracanã. É isso que a torcida deve esperar. Ganhar primeiro e depois pensar nos gols que faltam. Precisamos mentalizar isso — disse Zubeldía.
Desta vez, não é só o cenário que traz novas perspectivas para o duelo. Até então em crise como lanterna do seu grupo na Libertadores, o Fluminense de Zubeldía respirou aliviado ao vencer os dois últimos jogos (Operário-PR, pela Copa do Brasil, e São Paulo, pelo Brasileiro) e ganhou confiança para dar a volta por cima no torneio continental.
Outro aspecto que pode pesar a favor é a ascensão do ataque. Desde o retorno de Lucho Acosta após lesão, no empate em 1 a 1 com o Rivadavia, o tricolor fez sete gols, todos marcados por jogadores da frente. Destaque para John Kennedy, que balançou as redes três vezes nesse recorte e já ocupa a vice-artilharia do Brasileiro (8). Uma delas foi justamente diante do adversário argentino, o que deu sobrevida para o time seguir com chances de classificação.
Já a defesa do Fluminense sofreu gol nos últimos sete jogos — a última vez que isso não aconteceu foi no empate em 0 a 0 com o Operário-PR, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. Inclusive, a marcação da bola área segue como um problema.
Do outro lado, o Bolívar trocou de treinador recentemente e não vence há quatro partidas — uma derrota e três empates. Se depender da vontade do Flu, essa sequência negativa irá aumentar.



