O Flamengo apostou no pragmatismo e pareceu ter saído de campo em La Plata, na Argentina, satisfeito com o empate em 0 a 0 com o Estudiantes pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores. Afinal, o resultado faz com que o rubro-negro esteja a uma vitória na próxima quinta-feira (22), no Maracanã, de avançar à final do torneio pela quarta vez nas últimas seis edições.
Embora tenha elenco e time titular superiores aos dos argentinos, o Flamengo de Leonardo Jardim optou por conquistar um resultado confortável para a volta em vez de adotar postura mais ousada, mas que poderia colocar a equipe em riscos. Retrato disso é que, das cinco finalizações do rubro-negro na partida, nenhuma foi no gol defendido por Muslera, de 40 anos.
O Estudiantes, por sua vez, sabia que, sem uma vitória em seus domínios, a classificação para a decisão ficaria bem difícil. Não à toa, tentou abafar o time carioca com fisicalidade nos duelos (levou a melhor com 51 a 49%) e muitos cruzamentos (21). As 21 finalizações e a estatística de 1,09 gols esperados (xG) contra apenas 0,16 do rubro-negro mostram que, de certa forma, a estratégia foi bem pensada, mas careceu de melhor execução.
No fim, tudo isso resultou numa partida ruim de se assistir, mas que deixou o Flamengo perto da final. No Rio de Janeiro, além da classificação, fica a expectativa por uma atuação de mais criatividade ofensiva. Um acalanto para isso é o retorno de Jorginho, que foi desfalque na Argentina por ter sido expulso contra o Independiente del Valle.
Antes de enfrentar o Estudiantes na próxima semana, o Flamengo visita o Bahia no domingo, às 18h30.




