Debates e leitura de medidas do Executivo figuram na plenária


Uma série de discursos de parlamentares sobre temas da política estadual e nacional abarcou toda a sessão ordinária da tarde desta terça-feira, 26. Deputados utilizaram os cinco minutos de tribuna durante o Pequeno Expediente e também aproveitaram o espaço destinado à discussão de matérias na Ordem do Dia para ampliar os debates. Ainda na oportunidade, iniciaram o rito legislativo processos do Poder Executivo: veto, alterações em legislações estaduais e indicação ao Conselho Regulador da Agência Goiana de Regulação (AGR).

Os pronunciamentos começaram após o encaminhamento de novos processos e requerimentos à Mesa Diretora da Casa. Ao todo, dez parlamentares apresentaram encaminharam matérias antes da abertura dos debates em plenário.

Primeiro a discursar, o deputado Clécio Alves (PSDB) fez críticas à gestão do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), e levantou suspeitas sobre contratos ligados à Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).

“Estamos vendo hoje mais um dia de uma ação policial que está colocando responsabilidade em quem faz aquilo que não deve ser feito, e eu acho que é assim que deve ser. E quero deixar claro que, em breve, estaremos pedindo resposta sobre o que tem sido feito nessa gestão de Sandro Mabel”, afirmou. O parlamentar também questionou contratos assinados pela administração e voltou a criticar intervenções ambientais, especialmente em áreas verdes da capital.

Já a deputada petista Bia de Lima utilizou a tribuna para defender o programa federal Move Brasil, voltado ao financiamento de veículos sustentáveis para taxistas e motoristas de aplicativo. Segundo ela, a iniciativa deve estimular a economia e melhorar renda dos trabalhadores. 

“Esse programa contará com recursos de R$ 30 bilhões para financiar veículos flex, híbrido ou elétrico, substituindo parte da frota movida a combustão”, destacou. Na Ordem do Dia, a parlamentar também voltou a cobrar o fim da contribuição previdenciária de 14,25% aplicada sobre aposentados e pensionistas do serviço público estadual.

Depois, foi a vez do deputado Delegado Eduardo Prado (PL) assumir o microfone. Ele aproveitou os cinco minutos com a palavra para criticar o Governo de Goiás em relação aos gastos com publicidade e afirmou que o Poder Executivo não tem priorizado os servidores públicos. O parlamentar questionou, ainda, a proposta de reajuste apresentada à Segurança Pública e disse que aposentados, pensionistas e militares da reserva ficaram de fora das medidas anunciadas.

O deputado Amauri Ribeiro (PL), por sua vez, rebateu manifestações favoráveis ao fim da escala 6×1 e saiu em defesa do empresariado brasileiro. “O empresário brasileiro é quem gera emprego e renda”, afirmou. 

O parlamentar argumentou que a redução da jornada pode impactar a produção e a contratação de trabalhadores. Mais tarde, durante a Ordem do Dia, também fez críticas ao PT e defendeu punições para crimes de corrupção, independentemente do posicionamento político dos envolvidos.

Ainda durante o Pequeno Expediente, o deputado peelista Major Araújo criticou o projeto do Governo de Goiás que prevê reajuste em gratificações da Segurança Pública. “R$ 1.000 de auxílio-alimentação é uma esmola em forma de abono, que não reflete em nada na remuneração, que o aposentado não recebe”, declarou. 

Na sequência da sessão, o parlamentar reforçou a defesa da paridade salarial entre militares da ativa e veteranos, para então convocar policiais e bombeiros para mobilização contra a proposta do Executivo.

Já Mauro Rubem (PT) pediu a palavra para relatar um caso envolvendo a apreensão de veículo em blitz do Detran-GO e questionou cobranças relacionadas ao serviço de guincho. O parlamentar também saiu em apoio ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada de trabalho no Brasil. 

Na Ordem do Dia, fase posterior ao Pequeno Expediente, o petista voltou a criticar o desconto previdenciário sobre aposentados e mencionou reportagem sobre movimentações financeiras do Governo de Goiás por meio da fintech BK Bank. “Esse é o Estado que diz que não tem dinheiro para valorizar o servidor aposentado”, arrematou.



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