O Flamengo arrancou um empate por 1 a 1 com o Cruzeiro no Mineirão, e decidirá a vaga nas quartas de final da Libertadores no Maracanã na próxima semana. Leonardo Jardim avaliou o resultado como positivo, mas foi protagonista principalmente pelo reencontro com a torcida mineira. O português deixou o clube celeste no fim do ano passado, e reapareceu no rubro-negro em março, virando alvo de críticas dos adversários.
Perguntado sobre a declaração que treinaria apenas o Cruzeiro no Brasil, Jardim voltou a se justificar e disse que “ninguém pode dizer não ao Flamengo”.
— Eu já disse que aquela afirmação foi quando eu pensava que ia ficar mais um tempo no Brasil. Acabou por não acontecer. Como eu já disse, as partes entenderam não continuar. A minha ideia não era voltar ao Brasil, sinceramente. Acabou não tendo espaço no Oriente Médio, que era o que eu pretendia. Apareceu o Flamengo e ninguém pode dizer não ao Flamengo. Queira ou não, é o maior clube da América do Sul. Por isso, eu aceitei voltar ao Brasil. Já pedi desculpas em relação a essa situação de ter dado uma opinião que não voltava. Mas em relação às outras situações, estou muito tranquilo, porque sei muito bem o que aconteceu — declarou o treinador na coletiva.
Jardim também comentou as vaias da torcida nesta noite, preferindo demonstrar que ainda tem carinho pelo antigo clube.
— Em relação à recepção, é assim: eu tenho um carinho especial por essa torcida. Mas pena minha que houve pessoas que criaram um ódio muito grande em relação a minha pessoa. É mais fácil na vida a gente se esconder do que encarar a verdade. Mas eu estou muito tranquilo comigo mesmo. E acho que os torcedores fizeram o papel deles. Agora eu quero falar dos nossos torcedores que vieram aqui, gritaram, apoiaram o time. E isso para mim é que há de se destacar. E que no Maracanã a gente tenha o apoio de todo mundo.
Hoje, Lucas Paquetá e Pedro protagonizaram a jogada do gol marcado pelo meio-campista, mas ambos começaram o jogo no banco de reservas. Jardim explicou o motivo de ter tomado decisões como a escalação de Bruno Henrique entre os titulares.
— Acho que não mudamos muito em relação aquilo que tem sido o nosso cenário na Libertadores. Muitos destes jogadores têm jogado na Libertadores e, no campeonato (Brasileiro), às vezes, coloco outros. O importante é termos soluções. Temos soluções para, em cada jogo, sermos competitivos e buscarmos os resultados, porque é isso que os torcedores querem. E eu, como treinador, também.
Para o português, o empate ficou de bom tamanho para o roteiro da partida, que teve gols de Keny Arroyo e Paquetá, todos no segundo tempo.
— Acho que foi um jogo equilibrado, com uma ascendente do Flamengo. O Cruzeiro acabou por chegar a um golaço. Os grandes gols também têm que ser valorizados. E dar os parabéns ao Arroyo pelo gol que ele fez. Nessa altura, o jogo estava um pouco equilibrado. Nós fomos à procura da virada do jogo e acabamos por empatar. O Cruzeiro tem um contra-ataque também bom.
Na próxima quarta-feira, às 21h30, quem vencer no Rio de Janeiro segue em frente no sonho por um novo título continental, enquanto outra igualdade levará à disputa de pênaltis. Antes, no domingo, ambos os times serão visitantes no Brasileirão. O Flamengo encara o Mirassol, enquanto o Cruzeiro enfrenta o Corinthians.




