CV custeou despesas de integrantes de facção que estiveram na Guerra da Ucrânia, diz polícia

O Comando Vermelho (CV) já subvenciona custos que incluem até despesas com passagens aéreas para que integrantes do bando sem antecedentes criminais deixem o país e lutem como voluntários na guerra entre Ucrânia e Rússia, no Leste Europeu. Segundo a Subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, o objetivo do grupo criminoso é que, ao voltar ao Brasil, os mercenários repassem ao bando técnicas de combate utilizadas no confronto militar e ministrem treinamentos na operacionalização de drones de grande porte.
Crime organizado: drone do CV avaliado em mais de R$ 200 mil leva carga de até 80 quilos entre comunidades
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As aeronaves teriam sido adquiridas pela facção para transportar armas e drogas. A Subsecretaria de Inteligência já identificou dois brasileiros que voltaram do conflito armado e seguiram diretamente para o Complexo do Alemão. Eles seriam os encarregados de dar treinamento ao bando sobre a operacionalização de drones deste tipo. A imagem de um treino com um veículo aéreo não tripulado, que tem cerca de três metros de extensão e capacidade para transportar uma carga de até 80 quilos, o equivalente ao peso de 20 fuzis FAL 762 sem os carregadores, foi flagrada por uma câmera de uma aeronave utilizada pela Polícia Militar.
CV faz treinamentos com drones agrícolas para transportar armas e drogas
A data em que o voo, controlado remotamente por suspeitos, ocorreu não foi divulgada pelos agentes. Segundo o delegado Pablo Sartori, subsecretário de Inteligência, os homens identificados, cujos nomes são mantidos em sigilo, estão sendo investigados pela Polícia Civil.
— A saída de muitos deles do Brasil (para a guerra no Leste Europeu) é subvencionada pelo CV. A facção paga a passagem. No caso dos dois identificados, a identificação gerou um relatório que foi enviado para a Polícia Civil, e eles estão sendo investigados. A prisão deles é questão de tempo — disse o subsecretário.
O veículo aéreo não tripulado que aparece na gravação feita pela PM, do tipo usado em campos agrícolas para pulverização ou em entregas, pode percorrer uma distância de até 12 quilômetros e tem custo aproximado de mais de R$ 200 mil. Ele tem capacidade para percorrer, por exemplo, num esquema de ida e volta, as áreas que separam as comunidades da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, da Muzema, no Itanhangá.
As duas favelas têm territórios controlados pelo CV e estão separadas uma da outra por cerca de seis quilômetros. Elas possuem papel estratégico na tentativa de expansão da facção na Zona Sudoeste do Rio. É das duas comunidades que homens armados costumam sair para tentar invadir Rio das Pedras. A localidade é considerada berço da milícia, sendo a única da região do Itanhangá que continua em poder de paramilitares.
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