Comer mais carboidratos pode atrasar seu relógio biológico, aponta estudo

Hoje em dia todo mundo só quer saber de proteína: de barrinhas até cervejas, o mundo está tomado pela febre que saiu diretamente das academias. Só que um estudo da Universidade de Sidney, na Austrália, aponta que um “vilão” das dietas pode trazer, sim, benefícios.
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Num ensaio clínico realizado com cerca de 100 idosos australianos, uma dieta rica em carboidratos foi a que mostrou uma melhora significativa nos marcadores usados na chamada “idade biológica”.
Publicada na revista Aging Cell, a pesquisa separou os idosos, entre 65 e 75 anos de idade, em quatro grupos com dietas diferentes.
Isso resultou em quatro grupos alimentares: onívoro com alto teor de gordura (OHF), onívoro com alto teor de carboidratos (OHC), semi vegetariano com alto teor de gordura (VHF) ou semi vegetariano com alto teor de carboidratos (VHC).
Três grupos ‘atrasaram’ o relógio
Cada grupo manteve a alimentação por um período de quatro semanas. Aqueles que estavam na dieta onívora com alto teor de gordura não mostraram nenhuma mudança na idade biológica.
Já para os outros três grupos, no entanto, o relógio pareceu andar mais devagar. Os participantes que mantiveram a dieta onívora e rica em carboidratos tiveram a maior redução, chegando até a ter marcadores três anos e meio mais jovens do que no início do estudo.
Em seguida, apareceram as dietas semi vegetarianas, quase empatadas.
Por que a idade biológica importa
A “idade biológica” difere da idade cronológica consideravelmente em aspectos físicos e de saúde, como na saúde cardiovascular, metabolismo, inflamação e outros indicadores de funcionamento do organismo.
Isso significa que duas pessoas da mesma idade cronológica — a do calendário — podem ter idades biológicas completamente diferentes, o que, para a ciência, pode explicar por que duas pessoas com 50 anos podem, por exemplo, serem tão diferentes na questão física.
Cientistas conseguem estimar a idade biológica partindo de diversos indicadores de funcionamento, criando uma uma visão mais abrangente de como o corpo está envelhecendo.
No caso do estudo australiano, os pesquisadores utilizaram vinte marcadores diferentes, incluindo níveis sanguíneos de colesterol, insulina e proteína C-reativa. A proteína C-reativa é comumente usada como medida de inflamação no organismo.
Quanto tempo duram os efeitos?
Como a pesquisa durou apenas quatro semanas, os cientistas não sabem se as mudanças podem ser permanentes, nem se levarão a uma reversão sustentada da idade biológica: São necessárias mudanças alimentares a longo prazo para avaliar se essas mudanças alteram o risco de doenças relacionadas à idade”, disse o professor associado Alistair Senior, da Escola de Ciências da Vida e do Meio Ambiente e do Centro Charles Perkins, que supervisionou a pesquisa.



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