Caçadores removem 3,7 toneladas de pítons da Flórida: recorde

Um total de 3,7 toneladas de pítons invasoras foram removidas do sudoeste da Flórida (EUA) — um número recorde — nesta temporada de caça incentivadas por autoridades ambientais.
Como parte dos esforços de pesquisa e remoção de pítons-birmanesas, a organização The Conservancy of Southwest Florida removeu quase 200 dessas enormes serpentes invasoras de uma área de aproximadamente 518 quilômetros quadrados no condado de Collier.
Como espécie invasora na Flórida, a píton-birmanesa é considerada “proibida” e prejudicial à fauna e flora nativas. De acordo com a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida, essas serpentes são protegidas apenas por leis contra a crueldade animal e podem ser abatidas de “forma humanitária”.
“Sem os esforços contínuos de remoção da organização, esses predadores invasores ainda estariam por aí dizimando a fauna nativa e se reproduzindo por toda a região”, disse Rob Moher, presidente e CEO da organização, de acordo com reportagem na reevista “People”. “Cada píton removida reduz a pressão sobre o ecossistema”, emendou ele.
Caçadores com píton abatida na Flórida
Reprodução/Conservancy of Southwest Florida
A organização The Nature Conservancy utilizou telemetria por rádio e 40 pítons machos marcados (chamadas de “cobras exploradoras”) para monitorar os padrões de acasalamento da população, na esperança de intervir antes que as fêmeas depositassem seus ovos. Esse método levou à captura de um total de 177 pítons birmanesas e à remoção de 4.100 ovos.
As pítons acabaram se espalhando pela região após ser abandonadas por tutores, que as criavam como pets.



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