Com Chapecoense e Remo praticamente rebaixados e a disputa pelo título polarizada entre Flamengo e Palmeiras, a luta contra a queda se tornou uma das principais histórias do Campeonato Brasileiro. Pelo menos oito dos 20 clubes da competição têm o risco de rebaixamento como foco de preocupação. Um deles é o Botafogo, que enfrenta hoje o penúltimo colocado Remo, às 21h30, ciente de que o adversário paraense é um dos mais acessíveis nesta reta final para conquistar os três pontos e se afastar da zona indesejada.
Para o confronto, o técnico Tite não poderá contar com Danilo. Titular absoluto da equipe, o volante foi substituído com dores no músculo adutor da coxa direita na derrota por 3 a 0 para o Internacional e seguiu com a reclamação de um problema no local ao longo da semana. Por meio de nota oficial, o clube confirmou o desfalque e afirmou que o atleta “trabalha no CT Lonier visando a próxima rodada do Campeonato Brasileiro”.
Há, porém, a possibilidade de retorno de Ziyech ao time titular. O marroquino foi desfalque contra o Internacional por dores musculares. Com isso, o Botafogo deve voltar a ter um trio de ataque com Matheus Martins e Tiquinho Soares. Resta saber quem formará o meio-campo, já que, além da ausência de Danilo, Montoro cumprirá suspensão e Allan vive péssima fase. Domingos Andrade, Huguinho e Medina despontam como possibilidades.
No médio prazo, além do confronto contra o Remo, pode-se dizer que o alvinegro tem a tabela mais favorável. É o que indica o raio-X do Extra, que divide os adversários dos times que brigam contra o rebaixamento em três níveis de dificuldade: vitória acessível, jogo disputado e jogo difícil.
Para que uma partida fosse considerada de vitória acessível, a ideia foi enquadrá-la em situações como mandante contra times sem nada a brigar no campeonato no cenário atual, casos de São Paulo e Bragantino, ou contra times praticamente rebaixados. O nível intermediário, por sua vez, considera partidas em casa contra times bem colocados ou que estão na briga direta contra o rebaixamento e, como visitante, contra a dupla paulista de meio de tabela, pela pouca mobilização de maneira geral. Clássico como São Paulo x Corinthians é considerado difícil.
Duelos contra Flamengo e Palmeiras, independentemente do local, foram considerados difíceis. Afinal, são os líderes da competição e têm aproveitamento na casa dos 72%. Além disso, partidas como visitante contra times que figuram na briga por vaga na Libertadores ou contra o rebaixamento estão no mesmo quadro.
Esses cálculos confirmaram o senso comum de que o Coritiba é quem tem a tabela mais difícil. Sem vencer há sete jogos, com cinco derrotas no período, o time paranaense demitiu ontem o técnico Fernando Seabra. Segundo comunicado da diretoria, Guilherme Bossle e Reginaldo Nascimento, membros da comissão permanente, conduzirão a equipe.
Por um lado, joga a favor do Coritiba o fato de precisar somar menos pontos que boa parte da concorrência, já que tem os mesmos 39 do Botafogo. No entanto, com Fla e Palmeiras como últimos jogos na competição, o Coxa convive com a pressão de pontuar o máximo possível nos três próximos jogos, quando enfrenta dois adversários diretos e o Santos no Couto Pereira.
Já Corinthians e Grêmio, que abrem a zona de rebaixamento, estão com a corda no pescoço. Ainda que o Grêmio tenha conquistado a primeira vitória sob o comando de Renato Gaúcho justamente contra o Coritiba, fora de casa, na segunda-feira, os atuais 34 pontos representam 11 a menos do que os sonhados 45 para o clube gaúcho fugir do rebaixamento. Além disso, a tabela do Grêmio não possui jogos considerados mais acessíveis para a vitória.
O Corinthians, por sua vez, terá a possibilidade de fechar o campeonato contra o Remo. Ainda que a partida seja realizada no Mangueirão, em Belém, o jogo deve ter mobilização menor da torcida e do próprio clube, já que é provável que o rebaixamento seja confirmado até lá.




