— Eu tinha um peito grande, do qual sentia muita vergonha, e fiz uma redução. Depois, veio um peito que some após a maternidade, então coloco próteses. Fui entendendo como tratei meu corpo dessa forma ao longo da vida, até chegar à mastectomia dupla, que é uma experiência muito radical, um assombro. De repente, tiro esse peito com o qual passei a vida inteira negociando. E, curiosamente, ao longo do processo, fui entendendo que também estava me libertando dele. Hoje, o peito que posso ter é o que a vida me deu: a saúde. É um peito que traz liberdade.




