O Botafogo teve amplo domínio estatístico, mas não conseguiu transformar o volume ofensivo em resultado na derrota por 3 a 2 para o Athletico-PR, ontem, no Nilton Santos, pelo Brasileirão. A equipe alvinegra terminou a partida com 33 finalizações, contra apenas sete do adversário, além de ter controlado 56% da posse de bola.
A diferença também aparece nos gols esperados (xG), métrica que estima a probabilidade de uma finalização resultar em gol. Segundo os dados do Sofascore, o Botafogo alcançou 2,75 de xG, mais de três vezes o índice do Athletico-PR, que teve apenas 0,83. Ainda assim, foram os paranaenses que saíram de campo com os três pontos.
A equipe de Rodrigo Bellão também teve 13 escanteios, contra apenas dois do Athletico, e terminou o jogo com 488 passes, diante de 412 do adversário. O problema, contudo, esteve na eficiência do time alvinegro, que precisou de 16 finalizações para marcar um gol.
Os dois times tiveram três grandes chances, segundo o SofaScore, o que mostra que a superioridade numérica do Botafogo não significou necessariamente um amasso nas oportunidades claras. A equipe criou muito, mas encontrou dificuldades para balançar as redes do goleiro Santos — só conseguiu depois de já estar 3 a 0 para o adversário.
Erros no início custaram caro
A derrota também passa pelos primeiros minutos da partida. O Botafogo sofreu dois gols em dois minutos no momento em que controlava o jogo e precisou correr atrás do prejuízo muito cedo. Aos 12 do primeiro tempo, a equipe carioca já estava perdendo por 2 a 0.
No fim, o placar expõe a contradição da noite no Nilton Santos: o Botafogo teve mais posse, finalizou 33 vezes, teve xG de 2,75 e cobrou 13 escanteios, mas saiu derrotado por 3 a 2 por um Athletico que precisou de apenas sete chutes para sair com os três pontos.



