Autor do gol de empate contra o Japão, Casemiro afastou preocupações sobre lesão e disse que apenas sentiu câimbra e dores no adutor. Ele foi substituído por Fabinho, no segundo tempo, com dores na perna.
— Estou bem, só fiquei com dor no adutor. Câimbra, nada de mais — afirmou Casemiro após a partida, na zona mista.
O volante teve atuação muito criticada no primeiro tempo, e de certa forma foi uma surpresa ele ter voltado para a segunda etapa. Mas a decisão de Ancelotti se mostrou acertada, pois Casemiro foi o autor do gol de empate, de cabeça. Humilde, ele compartilhou o mérito do gol com Gabriel Magalhães, que deu bela assistência no lance, em um cruzamento preciso.
Casemiro disse que foi um “jogo mental”, que demandou paciência até a seleção brasileira encontrar espaço.
— Equipe deles jogou com bloco muito baixo e conseguiu fazer o gol. A gente tinha que abrir o espaço da linha de cinco. Equipe está de parabéns por essa calma, essa tranquilidade pois sabíamos que a hora ia chegar — explicou o volante. — A gente sabia que ia ter oportunidade, que eles iam baixar a intensidade. A gente tinha que ter calma pelo contra-ataque deles, rodar pra fazer a linha deles se movimentar. Mas é um turbilhão de emoções no campo.
Um dos líderes do vestiário, Casemiro elogiou o time do Japão, mas principalmente o elenco da seleção brasileira.
— O futebol está cada vez mais difícil. Não tem mais bobo. Eu gosto de valorizar o grupo. Hoje entrou Endrick, Martinelli, Rayan vem estando bem. Fabinho. O nível continua alto, importante para ganhar títulos.
O técnico Carlo Ancelotti adotou a mesma linha:
— Temos muitos recursos, no banco, no campo. É bom que os jogadores individualmente estão bem, trabalham juntos — disse Ancelotti, que valorizou a vitória suada. — Foi uma partida muito exigente. Japão não é fácil, é uma equipe bem organizada e muito intensa. Merecermos ganhar é importante.



