Um dos responsáveis pela vitória de virada do Brasil sobre o Japão, nesta segunda-feira, pela fase 16-avos de final da Copa do Mundo, o zagueiro Gabriel Magalhães disse após a partida que tem o costume de treinar cruzamentos — como o que fez para o volante Casemiro empatar o placar, já no segundo tempo.
Magalhães também afirmou que a virada veio nos acréscimos do segundo tempo graças à tranquilidade mantida pelos jogadores brasileiros, mesmo em uma partida tensa. O Japão abriu o placar com o volante Sano e foi para o intervalo vencendo por 1 a 0, antes de Casemiro — completando cruzamento de Magalhães — e Gabriel Martinelli virarem o placar para 2 a 1.
— Trabalho cruzamentos, pois sempre jogo com linha alta no clube (Arsenal, da Inglaterra). Fui feliz no cruzamento para o Casemiro. Temos que acreditar sempre — afirmou o zagueiro. — Sabíamos que tínhamos possibilidade de virar o jogo. Era ter calma no terço final.
Magalhães também afirmou que o técnico Carlo Ancelotti procurou passar essa tranquilidade aos jogadores até o fim da partida.
— A conversa era ficar com a cabeça tranquila. A gente acreditou até o final e saiu vitorioso — explicou.
O zagueiro afirmou que Costa do Marfim e Noruega, que se enfrentam na terça-feira para decidir quem encara o Brasil nas oitavas de final, “são duas grandes seleções”, e que a seleção brasileira agora tem de “descansar e ver o que precisa melhorar” para a próxima eliminatória.
Dentro do possível, o Brasil teve boa atuação contra o Japão. Com exceção do lance do gol, que nasceu após erro de Danilo ainda no campo de defesa, os japoneses praticamente não levaram perigo para Alisson. O goleiro brasileiro, aliás, pouco pôde fazer na finalização de Sano que abriu o placar.
Após começar bem no primeiro tempo e ter o ímpeto esfriado pela pausa para hidratação, o Brasil sentiu o gol japonês e não soube se organizar em campo para tentar empatar a partida na primeira etapa.
No segundo tempo, porém, o cenário foi outro. Certeiro, Ancelotti foi bem ao escalar Endrick no lugar do lesionado Paquetá. Ainda que o jovem não tenha brilhado tanto individualmente, o esquema com quatro atacantes bagunçou o antes implacável sistema defensivo japonês. Casemiro igualou o placar logo aos 11 minutos, e Gabriel Martinelli, outro que saiu do banco de reservas, decretou a vitória brasileira nos acréscimos.



