Mesmo sendo uma artista consagrada, no auge da carreira, lotando shows Brasil afora, Liniker ainda convive com o preconceito em seu cotidiano, como uma simples ida ao supermercado.
A cantora, hoje com 31 anos e depois de tantas batalhas vencidas, diz que aprendeu a reagir, diferentemente de quando aturava calada ao ser vítima de preconceito.
“Ainda sou seguida por seguranças em lojas e shoppings. Daí os fãs vêm tirar foto e fica todo mundo surpreso. Ter ascendido não me embranqueceu ou me fez uma mulher cisgênero. Esses recortes são cruéis e tentam o tempo todo nos recolocar em um lugar de inferioridade. Mas sou bocuda e aprendi a reagir. Não passo mais por essas situações em silêncio”, disse ela à “Veja Rio”.
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Cantora Liniker
reprodução/ instagram
Liniker disse ainda que, desde o início da carreira, se posicionou sobre esses temas, antes mesmo de falar de música:
“Precisei me posicionar sobre ser trans e preta, antes mesmo de poder falar sobre música. Minha transição foi pública, e isso acabou ocupando o espaço do meu trabalho. Às vezes, queria simplesmente conversar sobre assuntos comuns… Meu desejo é ser vista como uma pessoa, e não só como uma causa”.
A cantora Liniker
Rony Hernandes/ divulgação
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