— Eles tiveram acesso privilegiado, a investigação ainda não sabe como, a cerca de 70 mil dados de clientes de instituições financeiras. E não só informações de cadastro, mas a quantia que a pessoa tinha na conta bancária, valor do cheque especial, valor de investimento, além de foto e nome do gerente da agência. Com isso em mãos, eles ligavam para os correntistas se passando pelo gerente e incutiam o medo nesses clientes. Diziam que a conta estava prestes a sofrer uma fraude e que havia um PIX de R$ 30 mil, R$ 50 mil agendado. Achando que sofreria uma fraude, a vítima acabava fornecendo seus dados ou transferindo valores para contas da quadrilha. Depois, os integrantes sacavam esse dinheiro e faziam depósito fracionados, de R$ 2 mil, em contas de empresas de fachada ligadas à quadrilha — detalha Lages.



