O diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, criticou a equipe de arbitragem que apitou o duelo entre Vasco e Palmeiras pela partida de ida da semifinal da Copa do Brasil. Para ele, Daronco teve um erro crasso ao não marcar a penalidade em um toque de mão de Barboza, dentro da área, no início do segundo tempo.
— Venho comentar a atuação vergonhosa do senhor (Anderson) Daronco. Desde o início do jogo, ele mostrou para que que vinha. Logo no primeiro minuto há uma situação do Colidio, lance perigosíssimo de transição, uma oportunidade de gol. E ele nem sequer comenta de dar um cartão amarelo. No lance, do primeiro cartão amarelo de Saldívia, foi uma falta, um empurrão, no meio do campo. Um lance sem qualquer perigo. Uma falta, uma dualidade de critérios gritantes. E mais, ele mostrou na condução do jogo, para o que que vinha. É uma atuação completamente vergonhosa. Em uma decisão, de semifinal da Copa do Brasil, temos que apelar a CBF para ter muito cuidado com as nomeações porque aqui pode ter decidido um dos finalistas por estes erros grotescos que houveram aqui — disse o diretor.
Além disso, ele também reclamou da ausência de posição da equipe de vídeo na análise da expulsão de Saldívia.
— O que que o VAR está fazendo no futebol? Porque os senhores doVAR que vieram de Santa Catarina com certeza passar o final de semana em São Paulo. Não fizeram o trabalho deles. O VAR serve como auxília da arbitragem. E dois lances que foram capitais, o segundo amarelo e a expulsão do Saldívia que ele não interviu, além do lance de pênalti da mão de Barboza com Lescano — disse o diretor. — Admito que o senhor Daronco nesses dois lances não tem a melhor visão, mas o VAR está aqui para apurar e não teve qualquer intervenção. Então temos que refletir muito bem o que que o VAR está a fazer no futebol brasileiro. E apelo à CBF para ter bastante cuidado na nomeação do jogo de volta porque esses erros capitais só envergonham o futebol brasileiro em uma decisão como essa.
A maior crítica da diretoria cruz-maltina ficou por parte de uma penalidade não marcada no início do segundo tempo, quando Barboza tentou cortar a trajetória da bola que estava sob domínio de Lescano dentro da área. O defensor foi driblado ao saltar na frente do argentino e, tentando girar tocou na bola com a mão. O árbitro da partida, Anderson Daronco gesticulou com as mão ter visto o lance e considerado normal, pois o braço estaria próximo ao corpo.
Outro lance considerado um erro da arbitragem, por parte do Vasco, foi o primeiro cartão amarelo de Saldívia. Na etapa inicial, o jogador parou uma movimentação de Jhon Arias, que se encaminhava para um contra-ataque, ainda no meio de campo. Segundo o diretor, o lance não seria perigoso para se enquadrar em cartão por interrupção de contra-ataque.
Além disso, Admar questionou a mesma lógica não ter sido usada em uma falta no atacante cruz-maltino Colidio, que sofreu uma pisada de Murilo quando iniciava um contra-ataque para o Vasco, ainda no campo de defesa do Vasco.
O uruguaio foi expulso no melhor momento do Vasco no jogo, quando igualou as ações e passou a gerar algum perigo. No segundo lance, ele perdeu o domínio da bola e dividida com Vitor Roque e empurrou o jogador, evitando a ultrapassagem do adversário.
Até aquele momento, o Vasco já perdia de 1 a 0 para o Palmeiras, que manteve o placar até o final e terá a vantagem do empate fora de casa.
A próxima partida será em São Januário, no domingo. Caso o Vasco vença pela mesma diferença de gols, a partida irá para a penalidade.




