Vasco perde para o Palmeiras e terá que buscar remontada em São Januário para avançar à final da Copa do Brasil


O Palmeiras levou a melhor sobre o Vasco na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil e venceu o primeiro duelo por 1 a 0, neste domingo, com gol de Maurício, dentro do Nubank Parque. O cruz-maltino saiu atrás do placar, até conseguiu igualar as ações na etapa final, mas a expulsão do zagueiro Saldívia, após dois cartões amarelos, quebrou o ritmo da equipe, que só segurou o placar. Agora, o time carioca terá que vencer dentro de casa, em São Januário, para se classificiar à decisão. Caso iguale o placar, o jogo vai para as penalidades.

Antes da definição de um dos finalistas do torneio na próxima semana, o cruz-maltino terá pela frente o Athlético-PR, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, na qaurta-feira. Já o alviverde, terá o penúltimo colocado, Remo, dentro de casa, na quinta-feira.

Apesar de uma formação com três marcadores, o time de Abel Ferreira soube ser ofensivo e incomodar o visitante desde o início da partida. As movimentações de Maurício e Jhon Arias ora se deslocando pelo lado, ora preenchendo o meio, foram essenciais para a pressão que não deixou o Vasco construir jogadas. Os zagueiros cruz-maltino foram forçados a darem bicões ou lançamentos para frente, deixando Bruno Duarte em condições desfavoráveis para disputar no alto com a defesa alviverde, que ganhou quase todas.

As roubadas de bola, também renderam diversas chegadas perigosas. A primeira foi com Maurício pela esquerda, que tentou cruzar, mas a bola desviou e foi em direção ao gol. Leo Jardim defendeu. Pouco depois, o brasileiro naturalizado paraguaio, abriu o placar pelo mesmo lado. Na segunda oportunidade, Giay deixou Flaco em ótimas conduções, mas o argentino escorou mal o passe.

O alviveder martelou a defesa cruz-maltina, mas somente aos 24 minutos abriu o placar. Jhon Arias passou por três marcadores e abriu espaço para Marlon Freitas encontrar Maurício. O meia-atacante dominou com a direita e bateu forte com a esquerda, fazendo o primeiro gol da partida.

A volta do intervalo com Cuiabano no lugar de Piton deu ao Vasco mais força nas chegadas ofensivas. O elenco cresceu no duelo com uma válvula de escape, mas ainda assim não acertou o gol. Para além da finalização do lateral, que de cara com o goleiro, chutou para fora, a equipe gerou pouco perigo.

Ainda assim, os jogadores do Vasco ficaram na reclamação com o árbitro Anderson Daronco por não ter marcado pênalti de Barboza, que tentou cortar a trajetória da bola dentro da área, mas a tocou com a mão. O juiz, no entanto, considerou que o braço estaria muito próximo do corpo e por isso não seria falta.

Para retomar o controle do jogo, Abel Ferreira sacou Evangelista e entrou com Andreas, que aproveitou os espaços de um Vasco mais ofensivo para ataques em transição rápida. Mas o que mudou a dinâmica do jogo foi a expulsão de Saldívia. O zagueiro já havia recebido amarelo no primeiro tempo por interromper um contra-ataque e teve o segundo cartão pelo mesmo motivo, na etapa final.

O chileno dominou mal a bola, viu Vitor Roque tomar sua frente e desequilibrou o atacante com um empurrão.

A sua saída deixou o Vasco nas cordas. A equipe se fechou na defesa e passou a ter que cortar diversas finalizações de fora da área e cruzamentos perigosos até a reta final do jogo, deixando o placar desfavorável, mas não impossível de ser revertido dentro de casa.



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