Um casal foi preso nesta terça-feira (6), na Baixada Fluminense, suspeito pela morte do próprio filho, um recém-nascido de 16 dias. A investigação começou após o bebê chegar a uma unidade de saúde com sinais de agressão. Laudos periciais identificaram, entre outros ferimentos, ruptura do fígado e lesões no cérebro compatíveis com movimentos violentos de chacoalhamento, além de lesões na face e ao redor dos olhos.
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Policiais civis da 60ª DP (Campos Elíseos) começaram a apurar o caso durante a madrugada desta terça-feira (6), depois de serem acionados por policiais militares que haviam registrado a morte da criança. Conforme publicou uma reportagem do portal de notícias g1, agentes do Grupo de Investigação Criminal foram acionados para a delegacia e confrontaram os relatos apresentados pelos pais, encontrando diversas contradições nas versões dadas pelo casal.
A apuração do caso continuou no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, para onde o recém-nascido havia sido levado pelos pais. A morte foi apresentada inicialmente como consequência de um possível sufocamento.
O registro médico, porém, mostra que o bebê deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com gasping — respiração agônica —, e foi encaminhado imediatamente à emergência pediátrica. Ainda segundo os documentos médicos, foram identificadas várias lesões, como manchas arroxeadas nos dois lados da face, nas áreas ao redor dos olhos, do arco zigomático e do queixo.
Os médicos constataram ainda uma tumoração na região occipital, na parte de trás da cabeça, além de uma lesão na clavícula esquerda. A quantidade e a natureza dos ferimentos levaram os policiais a aprofundar a apuração para verificar se havia relação entre as lesões e a morte da criança.
Ainda de acordo com a reportagem do g1, laudos periciais complementares apontaram que o fígado do recém-nascido sofreu uma ruptura provocada por ação contundente na região lombar e no glúteo.
Também foram encontradas lesões no rosto compatíveis com ação de dedos. Segundo a investigação, os ferimentos indicam que a boca da criança teria sido pressionada com força para impedir o choro.
Os exames apontaram ainda lesões cerebrais compatíveis com movimentos violentos de chacoalhamento, quadro associado à chamada síndrome do bebê sacudido.
A análise técnica indicou que o movimento brusco teria provocado o chamado efeito chicote, fazendo o cérebro se chocar contra o crânio e causando ferimentos. Para a polícia, os elementos médicos, periciais e investigativos reunidos apontam que o bebê sofreu agressões violentas antes da morte.
A investigação considera ainda que os pais, responsáveis pelo recém-nascido, eram as pessoas que mantinham contato direto com ele no período em que as lesões foram produzidas.
Com esses elementos reunidos, pai e mãe foram presos em flagrante e autuados, em tese, por homicídio doloso qualificado, conforme a classificação feita pela autoridade policial. As investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica dos fatos e todas as circunstâncias da morte do recém-nascido.
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