Força Municipal registra queda de até 73% de roubos e furtos


O policiamento da Divisão de Elite da Guarda Municipal — Força Municipal completou seis meses. Nesse período, registrou reduções significativas, em perímetros estratégicos do Rio de Janeiro, nos índices de roubos e furtos, na comparação com o mesmo período de 2025. A maior queda de ocorrências nas sete áreas analisadas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) foi no eixo entre o Metrô Botafogo, a Rua São Clemente e a Rua Voluntários da Pátria, de 73,1%. Os registros desses tipos de crimes diminuíram em 65,3% no trecho formado pelas ruas Lauro Müller e General Severiano e a Avenida Venceslau Brás, e em 39,3% entre vias de alta circulação do bairro e os principais acessos ao Flamengo.

O ISP também identificou a redução de roubos e furtos em outros pontos da cidade. Na Zona Sudoeste, a redução alcançou 71,4% no perímetro Freguesia e Jacarepaguá, seguida de 46,6% na Barra da Tijuca, na área que compreende a Avenida Ayrton Senna e a Avenida das Américas, além de 36,6% no polígono Jardim Oceânico e Praça do Ó.

A queda foi de 62,4% na área que compreende a Rodoviária do Rio, o Terminal Gentileza e a Estação Leopoldina, na região central, e de 38,6% no trecho entre as estações São Francisco Xavier e Afonso Pena, na Tijuca. A diminuição de casos foi de 43,6% no eixo formado pela Avenida Presidente Vargas, Campo de Santana, Central do Brasil e Cinelândia, e de 38,5% em Campo Grande, entre a Estação de Trem e o Calçadão.

— A Força Municipal completou seis meses nas ruas do Rio com mais de 15 mil abordagens e mais de 1.300 prisões, tudo com inteligência e sem disparar um tiro. A nossa presença ostensiva tem afastado a criminalidade. E não vamos parar por aí. Mais agentes já estão sendo preparados para reforçar a nossa divisão de elite e aumentar a presença da Força nas ruas — afirmou o prefeito, Eduardo Cavaliere.

A atuação da Força Municipal é complementar à das demais forças de segurança, como Polícia Militar e Polícia Civil. Os agentes concentram seu trabalho na prevenção e no combate a roubos e furtos.

— Os resultados reforçam a importância de uma atuação planejada e orientada pela análise dos dados. Esse é um dos grandes diferenciais do nosso modelo, com foco na gestão do efetivo e na inteligência operacional, sempre considerando a dinâmica criminal de cada região — afirma o secretário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale.

A gestão do efetivo é dividida em aprimoramento técnico, operacional e institucional. Os guardas recebem treinamento de 500 horas, fazem teste de aptidão física a cada seis meses e participam de formação continuada de 120 horas por ano, sendo 40 horas dedicadas à prática de tiro.

O curso de preparação de agentes de carreira para atuarem no policiamento ostensivo é ministrado por instrutores da Polícia Rodoviária Federal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e contém módulos desenvolvidos pela prefeitura do Rio. As disciplinas incluem armamento e munição, técnicas de abordagem e defesa policial, gerenciamento de crises e direitos humanos.

Desde março, 600 guardas estão atuando na operação. Em agosto, teve início a formação da terceira turma de guardas, com 323 alunos.

Decisões baseadas em dados

A inteligência operacional começa no planejamento e na definição das áreas atendidas, de acordo com a prefeitura. As decisões são baseadas na análise contínua de dados estatísticos de criminalidade e na identificação dos locais com concentração de registros de roubos e furtos. Esse mapeamento permite definir os perímetros de policiamento e direcionar as equipes para atuarem em pontos e horários com alta incidência desses delitos.

Os agentes usam câmeras corporais e dispositivos móveis para receber informações sobre ações previstas, trajeto planejado e objetivos. O trabalho de campo é acompanhado pela Sala de Monitoramento Operacional, em tempo real, o que permite acionar as equipes.

Desde o início das operações, os agentes realizaram mais de 15.265 abordagens, com 1.354 prisões e conduções às delegacias. As ações também possibilitaram a recuperação e a apreensão de 350 aparelhos celulares e 266 motocicletas, além da apreensão de uma pistola, 25 réplicas de armas de fogo e 73 armas brancas e do cumprimento de 33 mandados de prisão.

  • Avenida Presidente Vargas, Campo de Santana, Central do Brasil e Cinelândia
  • Rodoviária do Rio, Terminal Gentileza e Estação Leopoldina
  • Jardim de Alah
  • Rua Lauro Müller, Rua General Severiano, Avenida Venceslau Brás (Botafogo)
  • Metrô Botafogo, Rua São Clemente, Rua Voluntários da Pátria (Botafogo)
  • Praia de Botafogo e Marquês de Abrantes (Botafogo e Flamengo)
  • São Francisco Xavier e Afonso Pena (Grande Tijuca)
  • Estação Méier e Cachambi
  • Terminal Jardim Oceânico e Praça do Ó (Barra da Tijuca)
  • Cruzamento da Avenida Ayrton Senna com Avenida das Américas (Barra da Tijuca)
  • Freguesia e Jacarepaguá
  • Bangu (entre o Calçadão e o Bangu Shopping)
  • Campo Grande (entre a Estação de Trem e o Calçadão)
  • Santa Cruz (entre a Estação de Trem, o Centro de Comércio Popular e o Santa Cruz Shopping)

Civitas Rio amplia supercâmeras e reforça inteligência em segurança na Zona Norte

A prefeitura do Rio amplia o sistema de supercâmeras da Civitas Rio, com novas instalações no Méier e em Madureira, na Zona Norte. A definição dos pontos considera critérios técnicos e manchas criminais. A expansão ocorre em todas as regiões e amplia o uso de tecnologia na prevenção e na investigação de crimes.

— A gente já tem uma vigilância nessa região, mas vai passar a ter muito mais câmeras. O que a Civitas Rio faz é um cerco eletrônico com uso de radares e muita inteligência artificial para poder prever o deslocamento de determinadas quadrilhas. A mensagem que fica é que está cada vez pior para o criminoso que quer usar um veículo para cometer algum crime na cidade — disse o prefeito, Eduardo Cavaliere.

As supercâmeras utilizam inteligência artificial para analisar imagens e cruzar características visuais, como cor, tipo e modelo de veículos, direção, objetos e padrões de vestimenta. A tecnologia permite localizar pessoas ou veículos de interesse e reconstruir trajetos. Uma mesma câmera pode analisar até três mil situações simultaneamente.

— Nossas câmeras são capazes de registrar até três mil situações de forma simultânea. Isso permite que a Civitas Rio consiga, por exemplo, identificar um veículo suspeito envolvido em uma cena de crime por meio de visão computacional. Não ter a placa não é um problema: nós conseguimos chegar à identificação do veículo por cor, marca e modelo. É mais tecnologia nas ruas da cidade — afirmou Davi Carreiro, chefe executivo da Civitas Rio.

Atualmente, o Rio tem 13.500 câmeras, sendo mais de 3.600 supercâmeras inteligentes. Até o fim do ano, a previsão é chegar a mais de 6.500 supercâmeras e a um sistema com mais de 16 mil equipamentos. A estrutura também conta com as muralhas digitais.

As muralhas apoiam investigações sobre deslocamentos pela Região Metropolitana, permitindo identificar trajetos, reconstruir rotas e cruzar informações. Até 2028, a previsão é chegar a 15 mil supercâmeras inteligentes, além de ampliar as muralhas digitais para 50.



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