“Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca.”
O que você acha de um nutricionista que recomenda hábitos alimentares saudáveis, mas não os pratica em sua própria vida? Você daria crédito a ele? E o que você acharia de um político que defende a honestidade, mas é condenado por corrupção? Você votaria nele? E um líder religioso que prega a defesa da família e sua integridade, mas que mantém um relacionamento paralelo? Você dedicaria sua vida à sua orientação espiritual?
Jesus é radical quanto à coerência entre atos e palavras.
Coerência não é apenas uma questão espiritual, mas psicossocial. Existe uma diferença entre conhecer a verdade e viver de acordo com ela. Podemos falar sobre fidelidade e ser infiel; defender a honestidade e agir de maneira corrupta; ensinar generosidade e viver dominados pelo egoísmo; falar sobre amor e ser indiferente ao próximo.
A palavra perde sua força quando a vida a contradiz.
Integridade não é um conceito religioso, moralista ou mesmo ético. Para mim, integridade é, sobretudo, a manifestação de saúde mental, pois pessoas que não vivem a radicalidade da integridade vivem fragmentadas entre sentir, dizer e viver, e isso provoca absoluta tensão psíquica que, processualmente, vai desbastando a saúde mental.
Eu admito que não há como ter uma vida perfeita, sem contradições, mas há como nos empenharmos seriamente em buscá-la.
Talvez uma das perguntas mais importantes que você possa fazer a si mesmo não é se a sua vida professa o que seus lábios dizem, mas, sim, se você busca sinceramente viver de forma íntegra entre o que você diz acreditar e o que você faz.
Lhe convido e desafio a viver de forma saudável psicologicamente, buscando harmonizar seu ser, integrando o que você diz com o que você faz.
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