Mulheres consideradas “escravas” na Coreia do Norte estão sendo enviadas para ajudar na guerra promovida pela Rússia na Ucrânia, de acordo com reportagem no jornal “The Sun”, citando a agência East2West, sediada em Moscou.
As norte-coreanas cruzaram a fronteira com a Rússia para atuar em linhas de montagem, cozinhas e fazendas de apoio à invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
As “escravas” vão receber cerca de R$ 30 por hora trabalhada. Parte do dinheiro será destinada ao governo de Kim Jong-un.
‘Escravas’ de campos de trabalho forçado na Coreia do Norte são enviadas para guerra na Ucrânia, diz jornal
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O regime comunista da Coreia do Norte se comprometeu com o envio de 50 mil combatentes para engrossar as tropas russas. As “escravas” fazem parte desse contingente.
As mulheres serão mantidas em segregação estrita e sob o controle e a supervisão de supervisores homens enviados por Pyongyang. Ser enviadas para a guerra não lhes confere qualquer benefício no caso de retorno à Coreia do Norte.
A chegada desse contingente feminino para impulsionar a economia de guerra russa coincide com o alerta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de que o líder de Moscou, Vladimir Putin, está recrutando até 50 mil homens para lutar contra a Ucrânia.
Imagens mostram essas tropas de Kim “passando por treinamento na Rússia para ataques contra a Ucrânia”.
O governo da Ucrânia alega que, em 30 de julho, um míssil balístico de fabricação norte-coreana dizimou uma família em Radushne, perto de Kryvyi Rih. Nove membros da família Voronov, incluindo sete crianças, foram mortos.
A inteligência sul-coreana acredita que a Coreia do Norte já recebeu o equivalente a R$ 68 bilhões com o envio de pessoal para a guerra.
Estima-se que entre 2.000 e 3.000 norte-coreanos tenham morrido na guerra, principalmente na região de Kursk, onde rechaçaram uma incursão ucraniana em território russo.
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