Dentro do time eclético de selesposas nesta Copa do Mundo, uma se destaca por realmente entender de futebol. E não é sobre o básico, como falta, escanteio, impedimento. Rebeca Tavares conhece bem os meandros da bola. Ex-jogadora profissional, ela é casada com o volante Fabinho.
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Casada com Fabinho, da seleção brasileira, Rebeca Tavares foi jogadora de futebol
fotos reprodução/ instagram
Amante do esporte desde criança, Rebeca nasceu em pleno ano do tetra. Depois, aos 6 anos, fascinada pelo que via de Ronaldinho Gaúcho em campo, decidiu que seria como ele. Ainda não havia Marta como referência, então ela tratou de aprender com o Bruxo a driblar. Foi nessa época que ela se mudou para a Espanha com a família, que sempre gostou de assistir aos jogos e ir a estádios.
Embora fosse algo muito distante de seu meio, decidiu que seria jogadora profissional. Atuou pelo AS Monaco e também pelo Liverpool. A carreira, porém, foi abandonada em 2019, quando ela já estava com Fabinho. “Às vezes, bate aquele pensamento de como teria sido se eu tivesse continuado”, imagina.
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Bom, seu primeiro ídolo no futebol foi Ronaldinho Gaúcho. Já teve oportunidade de encontrá-lo e dizer isso pra ele?
Sim! Eu adorava assistir aos jogos dele. Depois, sempre que ia jogar, tentava fazer os mesmos dribles. Acho que dava certo, porque me chamavam de “Ronaldinha” (risos). Ainda não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, mas espero que isso aconteça um dia.
O que o futebol tinha, naquela época, que te fascinava e a fez querer ser jogadora?
O futebol sempre me deu uma sensação de liberdade. Assistir aos grandes jogadores como Ronaldinho, Ronaldo… e jogadoras, especialmente, à Marta, me fazia sonhar que um dia eu também poderia viver aquilo e fazer as pessoas sentirem a mesma emoção que eu sentia ao assistir futebol.
Rebeca Tavares com Fabinho e os filhos do casal
reprodução/ instagram
Já casada com o Fabinho, você foi contratada pelo AS Monaco? Como foi essa experiencia lá?
Foi uma experiência muito legal, porque pude continuar fazendo o que eu amo enquanto viva uma nova fase da minha vida. Tive a oportunidade de conhecer pessoas novas e também uma nova rotina de treinos e jogos. Tenho lembranças muito boas.
Você sentia preconceito por estar casada com um jogador, era mais difícil abrir as próprias portas?
Acho que existe, sim, um certo preconceito. Não só no futebol. Muitas pessoas acabam criando uma imagem sem conhecer a nossa história ou o nosso trabalho. Mas, quando eu entrava em campo para treinar ou jogar, o Fabinho não podia jogar por mim. Então, as pessoas acabavam vendo que eu não era apenas a esposa do Fabinho.
Rebeca Tavares (de blusa preta) na época de jogadora
ASJ Consultoria/ div
Está longe ainda de ser ideal o investimento no futebol feminino. Qual sua visão? Ano que vem sediaremos a Copa no Brasil…
O futebol feminino cresceu muito nos últimos anos. Até comparando à época em que eu jogava com agora, dá para ver uma evolução na mentalidade das pessoas. Mas ainda precisamos de mais investimento, estrutura e visibilidade. A Copa do Mundo no Brasil, no próximo ano, é uma oportunidade enorme para dar ainda mais visibilidade ao futebol feminino, o país do futebol é o melhor lugar para inspirar outras meninas.
Você se “aposentou” em 2019. Quando assiste hoje ao Fabinho na seleção, pensa que poderia estar na feminina também?
Sim, às vezes bate aquele pensamento de como teria sido se eu tivesse continuado. Converso muito com o Fabinho sobre isso. Acho que é normal quando você ama o futebol. Mas não é algo que ocupa a minha cabeça. Hoje eu vivo essa fase com muita tranquilidade e sem peso, torcendo sempre pelo Fabinho e feliz por tudo o que o futebol me proporcionou através dele e também quando eu jogava. Como já falei em outras oportunidades, eu sinto que estou lá com o Fabinho, jogando e levantando os títulos que ele conquistou. Nós compartilhamos muito o futebol, então, de certa forma, também vivo esses momentos ao lado dele como se fossem inteiramente meu.
Rebeca Tavares foi jogadora de futebol
rep/ instagram
Existe hoje uma cultura em torno das selesposas, que são chamadas de influenciadoras. Como vê essa enorme curiosidade sobre a vida de vocês?
Acho que a curiosidade sempre vai existir, faz parte. Mas, no fim, somos nós que decidimos o que fazer com isso. As pessoas acompanham o futebol e acabam querendo conhecer um pouco da vida de quem está ao lado dos jogadores também. Eu e o Fabinho decidimos ser mais discretos, sempre fomos assim. Gosto de compartilhar alguns momentos da minha vida, mas acredito que nem tudo precisa ser exposto. Acho importante preservar a nossa privacidade e a da nossa família.
Rebeca Tavares e Fabinho
rep/ instagram
Futebol é assunto de casal?
Sim, muito! Não tem como não ser (risos). Nós dois amamos futebol. Por exemplo, depois de todos os jogos, ele me liga, e aí eu faço a minha análise. Jogamos bola em casa, somos muito parceiros. Mas, ao mesmo tempo, eu tento fazer com que, dentro de casa, ele seja apenas o Fábio: marido, pai, filho… E não só o Fabinho jogador.
Rebeca Tavares foi jogadora de futebol
rep/ instagram
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Mulher de Fabinho, da seleção, Rebeca Tavares lembra trajetória no futebol: 'Me chamavam de Ronaldinha'



